Bovespa abre em baixa, mas rumo depende de NY

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu com sinal negativo, após dois pregões de recuperação de preços com volume financeiro diário na faixa de R$ 2,5 bilhões. Por conta disso, é forte a expectativa com o fluxo de capital estrangeiro nos pregões dos dias 12 e 13, cujos valores serão divulgado hoje e amanhã. O índice Ibovespa à vista caía 0,20% às 10h10, a 36.474 pontos. Uma definição melhor da Bolsa está atrelada à abertura do mercado em Nova York (às 10h30) e também do comportamento dos preços das commodities, que se mantêm em alta, após o relatório do FMI rever as projeções para o crescimento mundial nos próximos dois anos, assim como a previsão de crescimento sustentado na Ásia. O FMI espera crescimento de 5,1% da economia mundial este ano e, para 2007, expansão de 4,9%. Ambas projeções são 0,2 ponto porcentual superiores às estimativas feitas em abril pelo FMI. Os preços das commodities estão reagindo em alta aos prognósticos melhores em relação a economia mundial, o que pode repercutir positivamente nos países emergentes. No caso do Brasil, o FMI revisou sua previsão de crescimento de 3,5% para 3,6% este ano. Para 2007, estima 4% de crescimento do PIB brasileiro. O comportamento da Bolsa está alinhado com os futuros em Nova York, que operam enfraquecidos. O Nasdaq futuro recuava 0,02% e o S&P 500 cedia 0,08%, depois de terem encerrado o pregão da véspera nos níveis mais altos dos últimos quatro meses. O crescimento de 0,2% das vendas no varejo em agosto nos EUA, contrariando previsão de queda de 0,2%, contribui para esse desempenho fraco das bolsas norte-americano. O dado indica que a economia não está se desacelerando de forma abrupta, mas ao mesmo tempo em que reaviva a preocupação com o comportamento da inflação. Na Europa, as bolsas operam de lado. A Bolsa de Londres subia 0,20%. As ações da BHP Billiton subiam 2,4% mais cedo em Londres, enquanto as da Rio Tinto ganhavam 2,4%. O petróleo, mesmo tendo interrompido ontem e hoje de manhã a seqüência de quedas, opera em alta moderada e ainda está bem abaixo das máximas recentes. Operadores não descartam a possibilidade de a Bovespa se descolar um pouco do mercado internacional devido ao vencimento de opções na segunda-feira, dia 18, que ontem ajudou a influenciar a cotações de alguns papéis, como Telemar, um dos carro-chefe do exercício, juntamente com Petrobras e Vale do Rio Doce.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 10h13

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.