Bovespa abre em baixa, mas vive 'teste de otimismo'

Depois do recorde de alta ontem, o índice Bovespa da Bolsa de Valores de São Paulo abriu o pregão de hoje em baixa. Às 11h08, o principal índice de ações da Bolsa paulista acusava perda de 0,57%, a 45.734 pontos, na mínima. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York também estabeleceu ontem novo recorde de alta. Com os ganhos de ontem, o raciocínio lógico é o de que está aberto espaço de realização de lucros no mercado acionário, aqui e lá fora. Mas isso não é uma certeza hoje. Há uma agenda pesada de eventos nos EUA que pode influenciar os mercados. Ontem, o otimismo veio em grande parte por causa do discurso do presidente do banco central americano, Ben Bernanke, no Senado dos EUA. Em linhas gerais, ele avaliou que a economia americana está saudável, diz ver sinais de que pressões inflacionárias estão cedendo e prevê que o Produto Interno Bruto crescerá a taxas moderadas. O presidente do BC americano volta ao Congresso hoje, agora na Câmara. Embora a expectativa seja de repetição do discurso de ontem no Senado, sempre pairam incertezas sobre se ele poderia apertar um pouco hoje, dada a reação eufórica dos mercados ao depoimento de ontem. Na Bovespa, ontem, bancos estrangeiros entraram pesado na compra e podem continuar o movimento hoje. Assim, hoje é dia de "teste do otimismo". Em Nova York, até o momento, o comportamento dos índices futuros de ações é de cautela (o pregão em Nova York começa às 12h30). Na Europa, as principais bolsas de valores operam próximas da estabilidade.

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