Bovespa abre em baixa, na defensiva de dado dos EUA

O índice Ibovespa à vista abriu o pregão em baixa e recuava 0,11% a 36.636 pontos às 10h04. Os investidores vão ficar na defensiva até sair o dado norte-americano de venda de imóveis usados em julho, às 11 horas, que terá influência direta nas expectativas sobre a trajetória de juro nos EUA. Dependendo do número que for divulgado, o mal estar provocado ontem pelas declarações do presidente do Fed de Chicago, Michael Moskow, que alertou para a possibilidade de um novo aperto monetário nos EUA, poderá se dissipar hoje. Um analista ouvido pela Agência Estado diz que o mercado de ações está numa encruzilhada. Uma desaceleração forte do setor imobiliário norte-americano pode ser ruim para as bolsas, embora possa fortalecer a aposta de continuidade de pausa no juro. Já um dado mais fraco pode ser ruim do ponto de vista de política monetária. "Qualquer número que venha não deverá ser bom para as bolsas", diz a fonte. Os índices futuros de ações nos EUA estão de lado. O Nasdaq subia 0,10% e o S&P 500 mostrava estabilidade. O mercado de petróleo está realizando um pouco de lucros, enquanto espera a divulgação dos estoques de óleo e derivados na última semana. O recuo ao redor de 0,5% nas cotações do petróleo também se deve ao fato de o Irã ter apresentado ontem uma proposta aos cinco países do Conselho de Segurança da ONU, em resposta ao pacote de incentivos oferecido para que o país interrompa seu programa de enriquecimento de Urânio. "O Irã está ganhando tempo", observou uma fonte. Essas negociações devem se arrastar por algum tempo. Ontem, a Bovespa fechou em baixa de 1,30%, com 36.677 pontos, caindo no terreno negativo nesse mês de agosto. A perda acumulada no mês é de 1,08%. Segundo analistas, o mercado de ações brasileiro deve continuar oscilando ao redor dos 36 mil e 38 mil pontos até o final do mês, com a falta de fluxo de capital estrangeiro. A perspectiva de redução da taxa Selic, que tem mantido o juro em baixa, não é suficiente para dar sustentação à Bolsa em alta. O que poderia animar um pouco os negócios seria um corte de juro maior, de 0,50 ponto porcentual na reunião da semana que vem.

Agencia Estado,

23 de agosto de 2006 | 10h13

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