Bovespa abre em baixa, refém de vencimentos futuros

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo, abriu o pregão de hoje em baixa. Às 11h20, registrava queda de 0,67%, a 44.287 pontos. A previsão para o comportamento da Bolsa paulista durante o pregão é de baixa, na continuação do movimento de ontem, também conseqüência da proximidade dos vencimentos da próxima semana (dia 12 tem vencimento de opções e dia 14, de opções sobre Ibovespa e de contratos de índice futuro). Os índices futuros de ações em Nova York também operam em baixa esta manhã e as bolsas européias vão pelo mesmo caminho, ou seja, não há contraponto no exterior que possa ajudar, ao menos neste início do dia. Só o petróleo está subindo lá fora, mas isso ajuda pouco os papéis da Petrobras, que ontem foram pressionados tanto pelos movimentos relacionados à disputa pelos vencimentos, quanto pelo relatório do banco Merrill Lynch prevendo queda no lucro da estatal no quarto trimestre (o balanço será divulgado no dia 12, após o encerramento dos negócios). Pesam também comentários de que a Petrobras estaria muito envolvida nos projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo brasileiro, com investimentos tendo retorno previsto apenas no longo prazo. Ontem, segundo operadores do mercado, grandes bancos estrangeiros entraram forte na venda e os locais não puderam dar sustentação à Bolsa. Isso não quer dizer, afirmam os analistas, que haja saída de estrangeiro ou algo do tipo, mas apenas um movimento pontual, relacionado aos vencimentos. "O risco-país está baixo, o dólar também, não há nada errado com fundamentos", comentou uma fonte. "Mas, se em janeiro, as vendas dos estrangeiros foram contrabalançadas pelas entradas de fundos locais, agora, com o movimento atual, o local deve dar um tempo." Claro que, tal movimento de queda da Bolsa, com realização de lucros, veio na seqüência de fortes ganhos e era esperado pelo mercado. A proximidade dos vencimentos potencializa isso tudo. Rumores ontem de que o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, estaria deixando o cargo tiveram pouca repercussão na Bolsa. E o governo saiu em defesa de Meirelles, com declarações dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento). Por ora, o mercado não deu maior importância.

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