Bovespa abre em baixa sob influência da Petrobras

Às 10h27 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,18%, aos 68.203,58 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

23 de setembro de 2010 | 10h20

Chega ao fim hoje a novela da capitalização da Petrobrás, a maior captação de recursos já feita por uma empresa em âmbito público em todo o mundo. O ponto alto da operação está previsto para hoje, quando se define o preço pelo qual serão vendidas as novas ações da estatal. Por isso, a sessão do dia é a última oportunidade que os investidores têm para tentar baixar ainda mais esse valor. Considerando a aversão ao risco vinda do exterior, a pressão para venda de ações tende a ser elevada no Brasil. Às 10h27 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) recuava 0,18%, aos 68.203,58 pontos.

Com base nas cotações de fechamento de ontem das ações da Petrobrás, que registraram novas baixas, a capitalização da estatal pode totalizar R$ 132 bilhões, a maior de todos os tempos já realizada no mundo. Do total, o governo já anunciou que pretende entrar com R$ 74,8 bilhões na operação e outros R$ 32,7 bilhões, pelo menos, viriam de investidores institucionais. O Conselho de Administração da companhia reúne-se hoje, em horário ainda não confirmado, para definir qual será o preço da ação que vai compor a capitalização da estatal. Segundo fontes, ele deve ficar em um intervalo entre R$ 25 e R$ 26 para os papéis PN da estatal.

Por isso, os investidores podem intensificar o movimento de venda dos papéis da Petrobrás no pregão desta quinta-feira - o último dia para pressionar por um valor mais baixo da ação na oferta, já que seu preço será determinado com base nas cotações de fechamento na Bolsa de hoje e nos pedidos feitos durante o processo de coleta de intenções de investimento. Se as ações desabarem hoje, a captação encolhe. Por outro lado, aumenta a venda de lotes adicionais.

No exterior, o clima é negativo. Dados sobre a atividade industrial na Europa anunciados nesta manhã decepcionaram, elevando as dúvidas sobre a dinâmica do crescimento econômico da região até o fim do ano. Nos EUA, foi informado que o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego subiu 12 mil, para 465 mil, ante previsão de alta de 3 mil solicitações.

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