Bovespa abre em leve alta, mas inverte e cai 0,59%

O índice de inflação no atacado nos Estados Unidos fez uma pequena dose de barulho nesta manhã nos mercados acionários. A inflação ao produtor teve uma alta acentuada de 1,3% em fevereiro, quando a previsão dos economistas era de no máximo 0,6%. O resultado foi que os índices futuros de ações de Nova York, que tinham começado o dia em alta, inverteram a mão e passaram a cair, mas não de forma acentuada. O mesmo aconteceu com o índice Bovespa futuro no pregão eletrônico GTS, que acompanhou o comportamento de Wall Street. Entretanto, o índice Bovespa à vista da Bolsa de Valores de São Paulo começou o pregão às 10 horas em leve alta (0,11%, a 43.334 pontos), observando a reação amena de Nova York aos dados divulgados hoje cedo. Nos primeiros quinze minutos de negociações, porém, passou para o terreno negativo e registrava perda de 0,59%, às 10h15. A leitura em conjunto de três indicadores da economia norte-americana, todos divulgados hoje de manhã, sugere um ambiente de inflação com desaceleração da atividade econômica nos EUA, mas ainda com um ambiente favorável no mercado de trabalho. Como atenuante, vale lembrar que a atividade industrial não é o ponto forte da região de Nova York, onde o peso maior é para o setor de serviços. E o índice de inflação ao consumidor, a ser divulgado amanhã, é considerado mais importante do que a inflação no atacado de hoje. O mercado de ações brasileiro deverá continuar observando as bolsas norte-americanas nesta quinta-feira. A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro, divulgada esta manhã, reconheceu aumento de incertezas no cenário externo, mas não chegou a indicar um Banco Central extremamente preocupado com isso. Mas o documento, ante a volatilidade dos mercados globais, perde força de influência nos negócios.

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