Bovespa abre em queda, ajustando-se às commodities

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu hoje em baixa, indicando que este será mais um dia de realização de lucros, ainda se ajustando à ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). Divulgada ontem no fim da tarde, o documento fez com que o mercado brasileiro ampliasse as perdas ao mesmo tempo em que jogou no vermelho as bolsas em Nova York, ao sinalizar preocupação com os riscos de inflação e com sinais pontuais de esfriamento da economia norte-americana. Às 11h18, a Bovespa caía 1,16%, aos 43.929 pontos. A desvalorização das ações das mineradoras e das petrolíferas pelo segundo dia seguido mantém os investidores europeus na defensiva. Os papéis das mineradoras BHP Billiton e Rio Tinto caiam mais de 3% esta manhã. Após queda de 5% ontem, o contrato de cobre para três meses registra nesta quinta-feira declínio adicional de 2,64% em Londres. O níquel e o alumínio cediam 1%. As petrolíferas Royal Dutch Shell e a Total recuavam 1%, com o petróleo sendo negociado ainda abaixo de US$ 58,00 no pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Em Londres, o petróleo tipo brent valia US$ 57,64, baixa de 0,55%. Como os papéis de maior peso no principal índice da Bolsa paulista, Ibovespa, pertencem ao setor de commodities, o mais provável é que sigam essa trajetória descendente de seus pares no exterior. Hoje a Petrobras informou que, pela primeira vez em sua história, as ações atingiram US$ 103 bilhões, em valor de mercado na média mensal, equivalente a R$ 221 bilhões, considerando o câmbio médio do período. Segundo a estatal, este mesmo nível de capitalização já foi atingido entre abril e maio de 2006, mas nunca antes, na média mensal, havia se mantido em nível superior a US$ 100 bilhões.

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