Bovespa abre em queda de olho na Petrobrás

Às 10h36 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,20%, aos 66.753,71 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

20 de agosto de 2010 | 10h19

Enquanto o exterior busca um foco para direcionar os negócios nesta sexta-feira de agenda econômica vazia, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve seguir atenta ao noticiário relacionado ao processo de capitalização da Petrobrás. Ontem, as ações da estatal caíram mais de 3% e ficaram na lista das mais expressivas baixas do índice Bovespa (Ibovespa), com os investidores à espera de uma definição sobre o preço do barril do petróleo a ser cedido pela União à companhia. Às 10h36 (horário de Brasília), o Ibovespa recuava 0,20%, aos 66.753,71 pontos.

Operadores comentam que a ausência de notícias relevantes previstas para o dia devem deixar o Ibovespa refém de movimentos técnicos, tentando defender o suporte em torno dos 66,7 mil pontos, com resistência somente na marca de 67,7 mil pontos. Caso o nível dos 66 mil pontos seja furado hoje, o índice à vista pode aprofundar a queda até os 65,2 mil pontos, o que vai depender do comportamento do mercado norte-americano.

A não continuidade da entrada de capital estrangeiro na Bolsa tem inibido qualquer avanço do mercado local. Segundo dados divulgados ontem pela Bovespa, o saldo de recursos externos na Bolsa em agosto, até a última terça-feira (dia 17), está positivo em R$ 631,148 milhões. Mas desde a segunda-feira passada (dia 9) observam-se mais saídas do que entradas nessa conta. No acumulado de 2010, ainda há um superávit de capital estrangeiro na Bolsa de R$ 1,2 bilhão.

Ainda sobre a Petrobrás, os ministérios da Casa Civil, de Minas e Energia e da Fazenda publicaram na noite de ontem nota na qual informam que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a companhia entregaram aos três ministérios "as avaliações preliminares realizadas pelas certificadoras por elas contratadas referentes à área do pré-sal passível de inclusão na cessão onerosa".

Além disso, a nota afirmou que o governo solicitou informações adicionais à ANP e à Petrobrás e aguardará a conclusão dos laudos de certificação para a definição dos parâmetros da operação. O conteúdo dos relatórios preliminares sobre a certificação dos barris da cessão onerosa devem ser mantidos em sigilo, o que eleva a pressão sobre as ações da companhia.

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