Bovespa abre em queda, devolvendo altas

O índice Bovespa iniciou esta terça-feira sinalizando que o dia é de colher os frutos plantados desde terça-feira da semana passada: abriu em baixa de 0,08%, a 37.027 pontos, e acentuou a queda nos primeiros minutos de negócio. Às 10h04, o indicador perdia 0,42%, a 36.901 pontos. A expectativa de analistas consultados é a de que haja devolução ao longo do dia da alta verificada ontem com a surpresa da eleição presidencial. Além disso, se há fatores externos que possam interferir nos negócios hoje, eles são também de força baixista, como a queda do preço do petróleo e das commodities. Ninguém arrisca, no entanto, opinar que a bolsa fincará o pé no vermelho o dia inteiro, mas este é o "cenário número um" com que trabalham as mesas de operações esta manhã. Isto porque muita volatilidade pode vir ainda do campo político com o aquecimento do debate para o segundo turno e porque as commodities oscilam muito. ?Ontem, tivemos muitas operações especiais e acredito que hoje venha tudo para baixo?, comentou um operador. De acordo com esta fonte, a Bolsa tem tudo para aproximar-se dos 36 mil pontos, que seria o novo suporte de preços. ?Não sei se vem tudo de uma só vez, em um só dia, mas é este o patamar que deve buscar depois das altas vistas desde a semana passada?, explicou. Ontem, o Ibovespa fechou em 37.057 pontos (1,67%), impulsionado pela forte valorização das ações das empresas estatais, que se ajustaram à ida do candidato tucano Geraldo Alckmin para o segundo turno, visto com um candidato mais "pró-mercado". A atenção hoje, no entanto, é mais para os dados do exterior, já que a agenda é fraca por toda a parte. Os futuros das bolsas estão no terreno negativo nos Estados Unidos e as européias vão pelo mesmo caminho, com as mineradoras e petrolíferas em baixa acentuada. O mau humor no mercado destas commodities está relacionado com as expectativas sobre o esfriamento da expansão econômica dos EUA e de outros países. ?Ontem, o mercado tinha uma novidade do campo político. Hoje, estamos esperando mais notícias?, afirmou outra fonte consultada. Ele lembrou que o Dow Jones vem ?beliscando? seu recorde. O petróleo segue em queda em Londres e em Nova York. Nos Estados Unidos, o contrato com vencimento mais próximo, que serve de referência ao mercado, ainda se mantém acima de US$ 60 o barril. Em Londres, o contrato futuro do tipo Brent, com vencimento em novembro, é negociado a US$ 59,81.

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