Bovespa abre em queda; direção depende dos EUA

O pregão desta quinta-feira começou inclinado a devolver parte desses ganhos recentes

Olívia Bulla,

18 de julho de 2013 | 12h58

Depois de subir nas três sessões desta semana, acumulando valorização de pouco mais de 4% no período, a Bovespa abriu o pregão desta quinta-feira inclinada a devolver parte desses ganhos recentes. O desempenho dos negócios locais ao longo do dia, porém, vai depender da reação dos mercados financeiros globais aos dados econômicos norte-americanos e a mais um discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, desta vez, no Senado. Às 10h05, o Ibovespa futuro caía 0,35%, aos 47.239,98 pontos, na mínima.

Operadores consultados pelo Broadcast nesta manhã veem uma abertura com viés de baixa para o dia, com os investidores tendendo a realizar lucros, em um movimento visto como "normal e saudável". "O ruim é que a Bolsa leva três dias para subir 4%, mas já devolve 2% em apenas um único pregão", comenta um profissional.

Hoje, contudo, as perdas tendem a ser mais comedidas, ao menos logo no início do dia, já que os mercados no exterior sustentam um viés de alta, embora estejam oscilando entre margens estreitas, na expectativa pelo calendário de eventos e indicadores nos Estados Unidos. Ainda no horário acima, o futuro do S&P 500 subia 0,23%. 

O grande destaque do dia é o depoimento de Bernanke, a partir das 11h30, no Comitê Bancário do Senado. Assim como ontem, haverá uma sessão de perguntas e respostas, na qual a autoridade monetária pode tecer novos comentários sobre a condução da política de juros e a retirada dos estímulos econômicos.

Há pouco, foi informado que os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos nos EUA caíram para 334 mil, mais que a previsão de queda a 340 mil, ao passo que as solicitações da semana anterior foram revisadas para baixo, passando de 360 mil pedidos para 358 mil. Logo mais, às 11 horas, é a vez do índice regional de atividade na Filadélfia neste mês e, ainda, do índice de indicadores antecedentes em junho.

No noticiário corporativo, a Hering divulgou ontem um lucro líquido de R$ 88,8 milhões no segundo trimestre deste ano, resultado que superou em 8% as expectativas de analistas. As "empresas X", de Eike Batista, também deve permanecer no radar. Destaque ainda para CSN, após a Fitch rebaixar o rating da empresa para BB+ e AA(bra), com perspectiva negativa.

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