Bovespa abre em queda e renova mínimas após Ibope

A Bovespa abriu em queda e é negociada no terreno negativo desde o início dos negócios. Contudo, o Ibovespa foi às mínimas, ampliando as perdas para quase 2%, em reação aos números da pesquisa CNI/Ibope. O levantamento mostrou que as candidatas à Presidência Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PSB) saíram da situação de empate técnico no primeiro turno, com a presidente liderando as intenções de voto. Já na simulação de segundo turno, a vantagem da ex-senadora sobre Dilma caiu de sete pontos para um ponto porcentual. As ações das empresas estatais liderando as perdas na Bolsa.

OLÍVIA BULLA, Estadão Conteúdo

12 de setembro de 2014 | 10h49

Às 10h40, o Ibovespa caía 1,72%, aos 57.351,93 pontos, não muito distante da pontuação mínima do dia, em queda de 1,95%, aos 57,2 mil pontos. As ações ON e PN da Petrobras recuavam 2,48% e 2,40%, respectivamente. Banco do Brasil ON cedia 1,32%. Das 69 ações que compõem a principal carteira teórica do mercado acionário doméstico, apenas Santander units subia, com +1,74%.

Divulgada há pouco, a pesquisa Ibope mostrou ampliação da vantagem de Dilma diante de sua principal adversária, Marina. A candidata à reeleição pelo PT oscilou em alta, de 37% para 39%, enquanto Marina oscilou em baixa, de 33% para 31%. Dessa forma, considerando-se a margem de erro de dois pontos porcentuais, as duas saíram da situação de empate técnico no primeiro turno.

Na simulação para o segundo turno, a diferença entre as candidatas mais bem colocadas no primeiro turno caiu de 7 para um ponto porcentual, da semana passada para cá. A candidata do PSB, Marina Silva, tem 43% das intenções de voto contra 42% da candidata do PT, a presidente Dilma Rousseff. No levantamento anterior, Marina tinha 46% contra 39% de Dilma.

A pesquisa Ibope contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) entrevistou 2.002 eleitores em 144 municípios de todo o País entre os dias 5 e 8 de setembro e também mostra que ambas as candidatas passaram ao largo das denúncias de pagamento de propina pela Petrobras a políticos, incluindo o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), os presidentes da Câmara e do Senado e ministros do atual governo.

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