Bovespa abre em queda sob a influência do exterior

Às 10h20 (horário de Brasília), o índice Bovespa recuava 1,08%, para 65.266,27 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

24 de agosto de 2010 | 10h01

Os investidores fogem hoje do risco no exterior, o que influencia o movimento de baixa da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) logo na abertura, apesar de notícias favoráveis sobre a Vale e a Petrobrás. A mineradora tem espaço para recuperar a baixa de mais de 2% registrada ontem, após afirmar que são infundados os rumores sobre a compra da canadense Potash. Já o tão esperado prospecto preliminar da oferta de ações da Petrobrás deve ser publicado em meados de setembro, o que permitiria que a operação fosse mesmo precificada até o fim do mês que vem. Às 10h20 (horário de Brasília), o índice Bovespa recuava 1,08%, para 65.266,27 pontos.

O prospecto preliminar da oferta da Petrobrás deve ser colocado no mercado em 16 ou 17 de setembro. Embora se trabalhe com esse prazo, a decisão final de continuar tocando o processo com esse cronograma ou adiar a operação caberá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve ontem reunido em São Paulo com o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A Vale, outra ação de primeira linha da Bovespa, também chama a atenção hoje. Os investidores devem repercutir nota divulgada pela companhia, após o fechamento do pregão de ontem, negando interesse de compra da Potash, que enfrenta uma oferta hostil da BHP Billiton. A mineradora brasileira chamou de "infundados" os rumores de que teria feito proposta de compra pela companhia e negou que esteja em negociações com a empresa canadense de fertilizantes.

Porém, especialistas comentam que a hipótese de Antonio Palocci Filho assumir a presidência da Vale em um eventual governo de Dilma Rousseff (PT), conforme especulações publicadas na imprensa, mantém os papéis da mineradora sob pressão. O dia, porém, tende a ser um reflexo do exterior, onde o medo de novos dados fracos sobre a economia dos EUA domina os negócios. A agenda norte-americana traz como destaque, às 11 horas, dados sobre as vendas de imóveis residenciais usados em julho.

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