Bovespa abre o dia perto da estabilidade

Movimento pode abrir espaço para uma realização de lucros hoje, embora não esteja descartado novo incentivo às compras devido à proximidade do fim de mês

Olívia Bulla, da Agência Estado,

30 de maio de 2011 | 10h23

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia perto da estabilidade, após uma performance positiva na semana passada. Esse movimento pode abrir espaço para uma realização de lucros hoje, embora não esteja descartado novo incentivo às compras devido à proximidade do fim de mês. A Bolsa também deve sofrer com a falta de liquidez esperada para hoje, devido aos feriados nos Estados Unidos e no Reino Unido. Às 10h30 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) tinha leve queda de 0,10%, aos 64.231 pontos.

A semana começou em ritmo lento nos mercados globais, com feriado nos EUA e no Reino Unido paralisando as operações com ações e commodities (matérias-primas). Para o analista da Um Investimentos, Eduardo Oliveira, a pausa nesses mercados deve afetar negativamente o volume financeiro e aguçar a volatilidade.

A partir de amanhã, porém, os negócios globais tendem a ganhar tração, com a divulgação de dados sobre atividade no grupo dos países emergentes (Brics), inflação na Europa e o relatório oficial sobre o mercado de trabalho dos EUA (payroll), até sexta-feira. Ao mesmo tempo, os agentes aguardam os desdobramentos da missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) na Grécia, da qual podem surgir novas ações para evitar que o país europeu sucumba e que a crise das dívidas soberanas se espalhe ainda mais.

Para hoje, por enquanto, a Bolsa volta-se para o cenário inflacionário doméstico, que vem perdendo fôlego. Segundo a pesquisa Focus, do Banco Central, o mercado reduziu pela quarta vez seguida a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano, passando de 6,27% para 6,23%. Para os próximos 12 meses à frente (suavizado), o mercado prevê IPCA em 5,04%, ante 5,11% na semana passada, na quinta queda consecutiva.

Além disso, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou que o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ficou em 0,43% em maio, ante 0,45% em abril. O resultado o situa abaixo da mediana prevista por analistas consultados pela Agência Estado, de alta de 0,59%. Assim, segundo Oliveira, "o sentimento local em relação à inflação tenderá a diminuir hoje, o que é positivo para a Bolsa e para setores como consumo, construção civil e bancos".

Esses segmentos podem estimular uma continuidade da trajetória de alta verificada na Bolsa na semana passada, quando registrou quatro pregões seguidos de ganhos e cravou a melhor semana de maio, acumulando valorização de quase 3% no período. Segundo analistas, o movimento, visto como um repique, foi influenciado pela proximidade do fim do mês e pelo rebalanceamento do índice MSCI para junho. Para eles, a Bolsa ainda deve encontrar espaço para seguir em recuperação, embora pressões pontuais de realização de lucros ocorram.

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