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Bolsa sobe e dólar cai com estímulos à economia chinesa

China anunciou a implantação de uma política fiscal 'mais vigorosa' para incentivar o crescimento econômico

SILVANA ROCHA, O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 10h57

Texto atualizado às 17h20 

O dólar operou em queda nesta quarta-feira, 9, e fechou em baixa de 0,52%, a R$ 3,798. Na mínima, marcou R$ 3,766 (-1,36%) e, na máxima, R$ 3,807 (-0,29%). Nestes dois dias em queda, acumulou baixa de 1,35%. No entanto, sobe 4,54% em setembro e 43,05% em 2015. Ontem, a moeda fechou cotada a R$ 3,81, após intervenção do Banco Central

O recuo do dólar foi influenciado pelo mercado externo. O anúncio de medidas de estímulo à economia chinesa deu força às moedas de países exportadores de commodities, como o real, sendo que no Brasil também havia ainda certo efeito dos leilões de linha promovidos ontem pelo Banco Central.

Os dados do fluxo cambial não chegaram a fazer preço no dólar, mesmo tendo sido bons. Segundo o Banco Central, após três meses consecutivos de resultados negativos, o fluxo cambial ficou no azul em agosto, com saldo de US$ 4,1 bilhões.

A Bolsa subiu durante parte do dia também sob influência dp anúncio de medidas de estímulo à economia da China, mas fechou em queda de 0,22%, aos 46.657 pontos. 

No começo do dia, o anúncio chinês de uma política fiscal mais vigorosa para reanimar a economia deu fôlego aos investidores, que decidiram tomar risco e se posicionaram na ponta compradora na Bovespa. Entre as medidas, estão recursos para projetos de infraestrutura e desoneração tributária ao setor corporativo. 

À tarde, entretanto, a leitura passou a ser de que a China fortalecida abre espaço para mais juros nos EUA e isso fez as bolsas em Wall Street sucumbirem, levando consigo a Bovespa.

No Brasil, as preocupações com o ajuste fiscal do governo permanecem como pano de fundo e limitam os ajustes iniciais, segundo operadores do mercado. Além disso, o dólar acumulou "gordura" recentemente e a correção ainda pode ser maior, disse um operador.

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