Bovespa acelera alta, na máxima do dia

Recuperação é frágil, pois a elevação de juros na China continua a exercer pressão negativa nos papéis das empresas exportadoras de commodities

Sueli Campo, da Agência Estado,

28 de dezembro de 2010 | 11h18

A leve alta das bolsas europeias e norte-americanas nesta manhã sugeria uma recuperação de preços na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), após a queda de 1% de ontem, abaixo dos 68 mil pontos. Mas a recuperação é frágil, pois a elevação de juros na China ainda exerce pressão negativa nos papéis das empresas exportadoras de commodities. Além disso, a liquidez está comprometida em razão dos feriados de fim de ano. Às 17h23 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,38%, para 68.059 pontos, na cotação máxima do dia.

"Qualquer notícia que tenha um viés negativo pode ser pretexto para bater na Bolsa", afirma o economista-chefe da Legan Asset Management, Fausto Gouveia. Segundo ele, a tônica do mercado acionário brasileiro nestes últimos dias do ano é dada pelos tradicionais ajustes de carteiras dos fundos.

Hoje, a direção dos negócios não só aqui, mas em todo o mundo, deve ser dada pelos três indicadores que serão divulgados nos Estados Unidos. Às 12 horas (horário de Brasília), saíram os números de preços de moradias e, às 13 horas, o índice de confiança do consumidor, apurado pelo Conference Board, e o índice de atividade industrial regional do Federal Reserve de Richmond.

Na China, as bolsas voltaram a ceder pela quinta sessão consecutiva, pressionadas pelos setores financeiro e imobiliário. O índice Xangai Composto caiu 1,7% e a Bolsa de Hong Kong teve baixa de 1%. Hoje, a China anunciou a elevação do imposto para a aquisição de carros com motores 1.6 ou abaixo disso. O imposto atual de 7,5% passará para 10% em 1º de janeiro, em mais uma etapa de remoção de um incentivo fiscal concedido ao setor automotivo em janeiro de 2009, quando o imposto foi reduzido para 5%.

A Petrobrás, o destaque positivo do pregão de ontem, pode dar prosseguimento à alta amparada no anúncio feito ontem à noite de que sua produção de petróleo e gás atingiu os 2,620 milhões de barris de óleo equivalente por dia em novembro, um crescimento de 2,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com outubro, a alta foi de 3,4%. Por volta das 17h20, as ações PN da empresa subiam 2,34%, e as ON, 3,13%. 

No Brasil, a empresa teve uma produção de 2,030 milhões de barris de petróleo por dia, avanço de 2% em relação a novembro de 2009 e de 4,7% na comparação com outubro. "Essa é uma notícia positiva que pode contribuir para a correção de preços da empresa. Num dia normal não teria tanto efeito", diz Gouveia.

A Petrobrás informou ainda que iniciou no dia 25 de dezembro o teste de longa duração na área de Guará, no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a companhia, o teste terá duração de cinco meses, com produção de 14 mil barris de óleo por dia por meio da plataforma Dynamic Producer.

(Texto atualizado às 17h24)

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