Bovespa acompanha 'otimismo' do mercado externo

Surpresa com o corte da China na taxa do compulsório dos bancos foi suficiente para ofuscar o pessimismo

Olívia Bulla, Agência Estado,

30 de novembro de 2011 | 11h19

Impulsionado por notícias positivas do exterior, às 11h16, o Ibovespa subia 2,85%, aos 56.875,44 pontos. A surpresa com o corte da China na taxa do compulsório dos bancos foi suficiente para ofuscar o pessimismo que varria a Europa e contaminava Nova York, após a Standard & Poor''s colocar em revisão o rating de grandes bancos e os líderes europeus adiarem, mais uma vez, a adoção de soluções aplicáveis para a crise soberana na zona do euro. Mas a base que sustenta os negócios ainda é frágil e a agenda econômica dos EUA é forte.

"Hoje a Bolsa sobe, até pela queda de ontem", afirma um operador da mesa de renda variável de uma corretora paulista, referindo-se à queda de 1,28% do Ibovespa nesta terça-feira, na pontuação mínima do dia, enquanto os índices Dow Jones e S&P 500 se seguraram no azul.

No exterior, os mercados amanheceram abalados pela decisão da S&P de revisar os ratings de 37 bancos globais, inclusive brasileiros, rebaixando a nota de risco de crédito de 15 grandes instituições financeiras norte-americanas e europeias - entre elas, Bank of America e Wells Fargo. Além disso, em pouco ajudou a aprovação, pelos ministros de Finanças da zona do euro, de duas opções para aumentar o poder de fogo da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF), com garantia parcial aos bônus europeus e a criação de fundos de investimentos públicos e privados para a compra de títulos no mercado secundário. Ficou faltando o "detalhe" sobre a tamanha da alavancagem.

Mas, bastou o Banco do Povo da China (PBOC, o banco central chinês) informar que vai cortar a taxa de exigência de reservas para bancos em 0,50 ponto porcentual, a partir da próxima segunda-feira, que os ativos de risco migraram para o campo positivo. O gigante emergente anuncia, hoje à noite, o número oficial de atividade industrial em novembro que, provavelmente, caiu abaixo da linha divisória entre expansão e contração.

Já nos EUA, a agenda econômica está extensa e intensa. Às 11h15, sai o número de postos de trabalho criados no setor privado norte-americano em novembro. Às 11h30, é a vez da produtividade e do custo unitário da mão de obra, no terceiro trimestre (revisão). Às 12h45, o ISM anuncia o índice de atividade industrial/gerentes de compras em Chicago neste mês. Às 13 horas, serão divulgadas as vendas pendentes de imóveis em outubro e, 30 minutos depois, o Departamento de Energia (DoE) anuncia os estoques de petróleo bruto e derivados. Por fim, às 17 horas, o Federal Reserve publica o Livro Bege.

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