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Bovespa acumula perdas pela segunda semana seguida

Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,58%, pressionado pela Petrobrás, e recuou 2,77% na semana

Claudia Violante e Fabrício Castro, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2015 | 17h54

SÃO PAULO - A crise política voltou a justificar o dia de nervosismo na Bovespa. Com os receios de que o País possa até perder o grau de investimento, as informações de que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, teria ameaçado se demitir e que a Petrobrás poderia demorar mais tempo para publicar seus balanços fizeram com que os investidores se desfizessem de ações e comprassem dólar. No pior momento do dia, Ibovespa chegou a perder pontualmente o patamar de 48 mil pontos, recuperado mais tarde quando o noticiário se esvaziou. 

O Ibovespa terminou em baixa de 0,58%, aos 48.595,81 pontos. Na mínima, marcou 47.905 pontos (-2%) e, na máxima, registrou 48.858 pontos (-0,05%). Pela segunda semana consecutiva terminou com perdas, de 2,77%. No mês, já cai 5,79% e, no ano, 2,82%. O giro financeiro totalizou R$ 7,358 bilhões. 

A sexta-feira 13 apresentou ao governo uma prévia do que pode acontecer no próximo domingo, quando acontecem manifestações em todo o País contra a corrupção e o governo. Hoje, a CUT realizou pelo Brasil manifestações em defesa da Petrobrás e isso serviu para deixar o mercado na defensiva para o que vem pela frente. 

O movimento vendedor, no entanto, ganhou força por causa de duas notícias. Uma era a de que Levy teria ameaçado se demitir se não fosse aprovado no Senado o veto da presidente Dilma Rousseff à prorrogação até 2042 dos subsídios sobre a energia elétrica para grandes empresas do Nordeste. Governo venceu o embate no Senado, com 39 votos a 37 e, no começo da tarde, Levy teria negado a possibilidade de demissão. 

Outra informação desmentida foi a de que a Petrobrás estaria conversando com credores para poder adiar seis meses a divulgação de seu balanço auditado. A empresa, na quinta-feira, havia informado que não havia data para a divulgação dos números e, hoje, informou ao Broadcast que, entretanto, não procede informação sobre o adiamento. 

Os papéis chegaram a aliviar as perdas exibidas mais cedo, superiores a 3%, mas não fecharam tão melhores: a ON caiu 1,57% e a PN cedeu 2,35%. 

A melhora do Ibovespa à tarde se deu num movimento que tem se repetido recentemente: o investidor faz uma operação pela manhã e se desfaz à tarde. Consideradas operações de giro, elas receberam ainda suporte de entrada de estrangeiros após a hora do almoço, o que ajudou a limitar as perdas do índice, juntamente com os desmentidos. 

A queda das bolsas norte-americanas também não justificava uma melhora além do Ibovespa. Nos EUA, o Dow Jones terminou em baixa de 0,82%, aos 17.749,31 pontos, o S&P 500 recuou 0,61%, aos 2.053,40 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 0,44% aos 4.871,76 pontos. Na semana, as bolsas acumularam, respectivamente, -0,60%, -0,86% e -1,13%. 

A lista de maiores altas do Ibovespa foi liderada por PDG ON (+7,89%), Braskem PNA (+5,80%) e Gafisa ON (+5,56%). Even ON liderou as perdas do Ibovespa, com -6,86%, seguida de CCRON (-4,68%) e Gol PN (-4,14%). 

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