Bovespa amplia ganhos após abertura de Nova York

Nos Estados Unidos as bolsas operavam em alta, com o S&P 500 avançando 0,27%

Fernando Travaglini, da Agência Estado,

26 de março de 2014 | 13h13

A Bolsa de Valores de São Paulo, que já seguia a tendência de alta vista há mais de uma semana, ampliou os ganhos no final da manhã desta quarta-feira, 26, na sequência da abertura positiva das Bolsas em Nova York. Às 11h36, o Ibovespa apresentava valorização de 0,77%, aos 48.551 pontos. Nos Estados Unidos, o S&P 500 avançava 0,27% no mesmo horário, com alta também nos pregões europeus.

As blue chips operam com ganhos consistentes hoje, com fluxo de estrangeiros para o Brasil. Por volta das 11h20, Vale PNA exibia ganhos de 0,62%, com a perspectiva de que o governo chinês possa adotar estímulos à economia do país. Já a Petrobras PN registrava alta de 1,24% em meio ao noticiário local sobre a companhias. Os bancos também subiam, com destaque para Bradesco PN (+2,29%), mesmo com o rebaixamento de instituições financeiras brasileiras.

No câmbio, a venda apenas parcial no leilão de swap (2,4 mil contratos de swap cambial do total de 4 mil ofertados hoje) chamou a atenção do mercado e mantém o dólar à vista com viés de alta, pressionado ainda pelos ganhos da moeda ante o euro e o iene no exterior.

Ao mesmo tempo, no mercado futuro, a pressão dos bancos para a definição da Ptax de março exerce força de queda para a moeda dos Estados Unidos. Pesa ainda, neste momento, a realização do leilão de até US$ 500 milhões de rolagem de swap de abril. Às 11h34, o dólar à vista estava estável, a R$ 2,3070. Já o dólar para abril de 2014 recuava 0,30%, a R$ 2,3090.

Os juros futuros seguem com liquidez restrita e cautela antes do Relatório Trimestral de Inflação, programado para amanhã, e dos dados fiscal que devem ser conhecidos até o fim da semana. Às 11h40, o contrato para janeiro de 2015 estava em 11,14%, de 11,16% ontem.

O rebaixamento da nota do Brasil ainda repercute no meio político. A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados aprovou nesta manhã convite para que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, preste esclarecimentos.

Hoje, o Banco Central informou que o estoque de operações de crédito do sistema financeiro subiu 0,6% em fevereiro ante janeiro e chegou a R$ 2,733 trilhões. Em 12 meses, houve alta de 14,7%. A taxa de inadimplência no crédito livre ficou em 4,8% em fevereiro deste ano, mesmo nível de janeiro.

O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel, destacou há pouco que, após retração sazonal no fim de ano, o saldo do crédito com recursos livres para empresas retomou o crescimento em fevereiro.

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