Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bovespa aproveita euforia das bolsas internacionais e sobe mais de 2%

Forte alta das ações da Vale e Petrobrás sustentam valorização da bolsa; de olho na China, dólar tem alívio e recua

Luciana Antonello Xavier e Renata Pedini , O Estado de S. Paulo

27 de agosto de 2015 | 11h22

SÃO PAULO - O fôlego que as bolsas internacionais esbanjam nesta quinta-feira contagiam a Bovespa, que começou o pregão em alta, ajudada pelo forte avanço das ações da Vale e Petrobrás. O bom humor global se deve inicialmente às ações de Pequim para conter a turbulência das bolsas chinesas, mas foi reforçado por sinais de força da economia norte-americana trazidos pelo PIB do 2º trimestre e pelos pedidos de auxílio-desemprego. Internamente, o cenário político segue no radar como fator de preocupação, embora haja notícias favoráveis ao governo nas últimas 24 horas. 

Às 11h50, o Ibovespa subia 2,39%, aos 47.140 pontos, na máxima. As ações da Petrobrás subiam 5,06% (PN) e 7,12% (ON), favorecidas pela alta de mais de 3% dos preços do petróleo. Os papéis da Vale tinham alta de 6,67% (PNA) e 5,47% (ON), influenciadas pela China.

Em Nova York, o Dow Jones subia 1,43%, o Nasdaq avançava 1,50% e o S&P 500 estava em +1,71%. Nos EUA, o PIB cresceu a uma taxa anualizada de 3,7% entre abril e junho deste ano, com ajustes sazonais, superando a estimativa de alta de 3,3% e os 2,3% da leitura original. Já os pedidos de auxílio-desemprego caíram para 271 mil na semana passada, ante expectativa de queda menor, para 273 mil solicitações. Esta foi a primeira queda depois de quatro semanas de alta.

Na China, o governo segue determinado a conter a volatilidade das bolsas locais e também estimular a economia. Hoje o governo flexibilizou as regras sobre investimentos em imóveis por empresas e indivíduos estrangeiros, como parte dos esforços para estimular o enfraquecido mercado imobiliário local e dar suporte à economia.

Dólar. A segunda estimativa do PIB dos Estados Unidos no segundo trimestre acima da projeção fez o dólar reduzir as perdas verificadas no começo do dia ante o real. Porém, a China ainda dá suporte para uma realização de lucros acumulados recentemente. 

No último pregão, o dólar encerrou com ganho de 0,31%, aos R$ 3,6030 - maior desde 25 de fevereiro de 2003. Em quatro dias, a divisa subiu 4,37%. Às 11h50, o dólar caía 1,44%, a R$ 3,551.

Na China, as bolsas interromperam uma sequência de quedas - com o Xangai Composto liderando o movimento com alta de 5,34%, depois de acumular perdas de 23% nas cinco sessões anteriores, enquanto o Shenzhen Composto, de menor abrangência, subiu 3,3%. A reação do mercado acionário chinês trouxe alívio aos investidores em todo o mundo. 


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