Bovespa avança à espera de anúncios na Europa

Cúpula de chefes de Estado da UE se reúnem hoje para decidir sobre pacote de resgate de bancos da região do euro 

Fabrício de Castro, da Agência Estado,

26 de outubro de 2011 | 11h21

O grande dia chegou. Após semanas de espera e adiamentos, a Europa pode finalmente anunciar hoje medidas amplas para o resgate de bancos e países em dificuldades. À espera dos resultados da cúpula de chefes de Estado da União Europeia, as bolsas no exterior sobem, o que também se reflete na abertura de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Perto das 11h20, o índice Bovespa (Ibovespa) subia 1,12%, aos 56.916 pontos.

A cautela predomina em todo o mundo, em meio à expectativa de que a Europa anuncie medidas concretas para a zona do euro. Hoje, ao falar para o Parlamento alemão, a chanceler Angela Merkel afirmou que as decisões adotadas pelos líderes europeus em 21 de julho, quando foram anunciados a expansão da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e o segundo pacote de resgate para a Grécia, não são mais aplicáveis. Merkel prometeu pressionar para que decisões sustentáveis sejam tomadas hoje na reunião de cúpula da União Europeia.

É bom lembrar que, na semana passada, Merkel e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, prometeram aprovar um plano para a Europa "no máximo" até a cúpula de hoje. "Ontem vieram notícias ruins de indicadores dos EUA e do cancelamento da reunião dos ministros de Finanças da Europa. Mesmo assim, a Bovespa caiu menos que os mercados lá fora. Para hoje, a perspectiva é positiva, com a reunião de chefes de Estado", afirmou um operador de renda variável ouvido pela Agência Estado. "Mas se a União Europeia não divulgar um número bom sobre o resgate, muda tudo."

Balanços

No Brasil, a agenda de balanços ganha força hoje, com a divulgação de resultados trimestrais de gigantes como Bradesco e Vale. Mais cedo, o Bradesco informou um lucro líquido contábil de R$ 2,815 bilhões no terceiro trimestre de 2011, o que representa um aumento de 11,4% na comparação com o mesmo período de 2010 e um alta de 1,1% ante o segundo trimestre deste ano. No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o ganho foi de R$ 8,302 bilhões (alta de 18%).

Já a Fibria encerrou o terceiro trimestre de 2011 com prejuízo de R$ 1,114 bilhão, revertendo lucro de R$ 303 milhões no mesmo período de 2010. A fabricante de celulose anotou um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 476 milhões, ajustado por itens não recorrentes, sem impacto caixa, cifra 34% menor que os R$ 717 milhões do terceiro trimestre de 2010.

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