Bovespa avança, atenta ao juro nos EUA e balanços

O Ibovespa abriu em alta de 0,19%, atento à alta do juro dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos. Analistas acreditam que depois da realização técnica de ontem, o mercado acionário brasileiro deve retomar durante o dia de hoje a trajetória de ganho, se o fluxo financeiro continuar forte e se o juro nos EUA ajudar. Mas por enquanto, prevalece a cautela. Às 10h16, o principal índice da Bolsa paulista subia 0,06%, aos 40.944 pontos. O rendimento do juro do título de 10 anos subiu para o nível de 5,16% ao ano, após a divulgação do dado de produtividade e custo de mão-de-obra no primeiro trimestre, que cresceram mais do que o esperado, reforçando o temor de impacto inflacionário. A produtividade cresceu 3,2% (dado anualizado) no trimestre ante expectativa de 3%; o custo de mão de obra subiu 2,5% ante estimativa de 1,2%. O dado desagradou também os investidores em ações. O S&P 500 virou e por volta das 10 horas registrava baixa de 0,06%. O Nasdaq perdeu altura e subia apenas 0,06%. O fato de ser véspera da divulgação do relatório de emprego nos EUA devem aumentar as incertezas em relação aos juros. Na Europa, as bolsas européias sobem sustentadas por balanços de empresas. Aqui, o principal evento da agenda do dia é a reunião do presidente Lula com os presidentes da Bolívia Evo Morales, da Venezuela, Hugo Chávez, e da Argentina, Néstor Kirchner, para discutir o preço do gás. Os investidores vão monitorar o encontro e seus desdobramentos. Até agora, o mercado de ações está acompanhando com tranqüilidade o imbróglio da crise, dado que o governo brasileiro e a Petrobras vêm garantindo que não há risco de desabastecimento de gás ao mesmo tempo em que têm descartado aumento forte no preço do produto. O pregão de hoje deve refletir, pontualmente, os resultados de empresas divulgados esta manhã. O primeiro balanço consolidado da Vivo Participações, referente ao primeiro trimestre, veio pior do que o esperado pelos analistas. A empresa teve prejuízo de R$ 179,3 milhões. Ontem, as ações preferenciais da Vivo subiram 3,34%, reagindo ao anúncio da continuidade da reestruturação da companhia. O conselho de administração da Vivo aprovou ontem um aumento de capital de R$ 194,277 milhões por conta da reestruturação societária. O lucro líquido da Cemig também veio abaixo do previsto. O balanço da empresa, que estava previsto para quarta-feira, mas só saiu esta manhã mostrou lucro de R$ 339,7 milhões, queda de 38,76% ante igual período do ano passado. Asa previsões eram de lucro de R$ 399 milhões. Outra empresa que anunciou resultado foi Braskem. O lucro, de R$ 122 milhões, veio em linha com o esperado pelos analistas (R$ 125,9 milhões). Vale destacar que a Bovespa fechou o mês de abril com uma entrada líquida de capital externo de R$ 1,188 bilhão. No acumulado do ano, o fluxo de recursos mostra saldo positivo de R$ 3,225 bilhões.

Agencia Estado,

04 de maio de 2006 | 10h18

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