Bovespa avança com efeito positivo do BC americano

O índice de preços dos gastos com consumo (PCE) de maio nos Estados Unidos veio em linha com as previsões e o mercado, tanto no Brasil quanto no exterior, que estava meio cauteloso, retomou o sinal de alta da véspera, mas sem o mesmo ímpeto. O Ibovespa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu com ganho e às 10h07 avançava 0,97%, aos 36.842 pontos. O índice PCE subiu 0,2% em maio e elevou de 2,9% para 3,3% a inflação anualizada nos Estados Unidos. A renda pessoal dos norte-americanos cresceu 0,4% em maio, enquanto os gastos com consumo avançaram 0,4%, acima das estimativas, que eram de 0,2%. Porém o dado do dia é o índice PCE. Como ele não veio fora do esperado, o mercado deve continuar comemorando o comunicado mais brando do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, divulgado ontem, após o anúncio da alta de 0,25 ponto porcentual na taxa de juros do país, que passou para 5,25% ao ano. O documento chamou atenção para crescimento mais moderado da economia e foi interpretado como sinal de que o fim do ciclo de aperto monetário pode estar mais próximo. Após o comunicado, a taxa dos Fed Funds para próxima reunião do Fed, em 8 de agosto, passaram a projetar probabilidade menor, de 63%, de elevação da taxa de juro para 5,50%. Apesar do clima mais favorável, os olhos do mercado devem continuar voltados para os EUA e qualquer resultado inesperado sobre inflação e atividade econômica pode mexer com os nervos dos investidores. Também hoje será divulgados nos Estados Unidos mais dois indicadores nos EUA: o sentimento do consumidor final de junho da Universidade de Michigan, às 10h45, e o índice de atividade industrial regional de junho da Associação dos Gerentes de Compras de Chicago, às 11 horas. Não está descartada hoje uma realização de lucros na Bolsa, mas seguindo um viés de melhora que vem prevalecendo desde que a Bovespa bateu nos 32 mil pontos. Analistas acham que a Bolsa paulista tem espaço no curto prazo para chegar aos 37 mil/38 mil pontos. Analistas chamam atenção ainda para o fato de que uma recuperação firme e sustentada da Bolsa depende do retorno do capital externo. Os dados sobre capital externo de sexta-feira até agora mostram que praticamente cessou o fluxo de venda. Ontem, houve saída de apenas R$ 695 mil, elevando para 2,428 bilhões o déficit em junho.

Agencia Estado,

30 de junho de 2006 | 10h14

Tudo o que sabemos sobre:
finanças

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.