Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bovespa fecha em alta puxada pelas ações da Petrobrás e Vale

Cenário internacional mais favorável acabou por se sobressair às incertezas do plano doméstico; dólar caiu para R$ 3,87

Paula Dias, O Estado de S.Paulo

15 de dezembro de 2015 | 11h33

O cenário internacional mais favorável acabou por se sobressair às incertezas do plano doméstico e a Bovespa fechou em alta de 0,28% nesta terça-feira, aos 44.872,46 pontos, com R$ 4,743 bilhões em negócios. No mercado de câmbio, no entanto, o dia foi de volatilidade. O dólar alternou sinais algumas vezes e fechou em baixa de 0,14%, cotado a R$ 3,8783.

A alta da Bovespa foi sustentada principalmente pelas ações da Vale e da Petrobrás, que por sua vez refletiram a melhora dos preços das commodities. O preço do minério de ferro interrompeu as quedas e fechou estável, a US$ 37,50 no mercado à vista chinês. Já o petróleo sustentou altas significativas durante todo o dia. No final da sessão, Vale ON e PNA tiveram alta de 3,37% e 4,15%, respectivamente. Os papéis da Petrobrás avançaram 3,76% (ON) e 2,91% (PN).

A alta do petróleo também impulsionou as bolsas europeias e americanas, que operaram à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve, amanhã. Parte das altas também foi explicada como uma recuperação técnica, depois de diversas quedas em repercussão antecipada ao aumento das chances de alta de juros nos EUA. Para isso, contribuiu a expectativa de que o Fed será cuidadoso e gradual no início da chamada normalização da política monetária.

Dois indicadores econômicos nos EUA reforçaram a tese de que o país já chegou ao ponto certo para a elevação dos juros. O índice de preços ao consumidor (CPI) ficou estável em novembro ante outubro, como esperado. Além disso, o índice Empire State de atividade industrial em Nova York subiu de -10,74 em novembro para -4,59 em dezembro, acima da previsão, de -6,9.

Os dados acabaram por fortalecer o dólar frente a diversas moedas, o que influenciou o câmbio também por aqui. O cenário político também teve seus momentos de influência. Segundo alguns profissionais do mercado de câmbio, a nova etapa da Lava Jato, que atingiu o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ajudou a turvar ainda mais o ambiente, o que contribuiu em alguns momentos para o dólar ganhar força. Para outros, foi apenas mais um conjunto de notícias que, num cenário tão adverso, não chegou a fazer preço.

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