Bovespa bate recorde pela 6ª vez no ano

Depois da realização de lucro dos dois dias anteriores, o Ibovespa recuperou as perdas e bateu o sexto recorde de pontuação no ano (36.858), em alta de 2,94%, com giro financeiro de R$ 2,064 bilhões. Nenhuma ação do Índice Bovespa caiu.Mas o dólar teve a terceira alta seguida, de 0,22%, para R$ 2,328, enquanto o paralelo ficou estável em R$ 2,51. Os juros futuros projetaram queda, o risco país recuou 2,41%, para 284 pontos, e o A-Bond ganhou 0,55%, vendido com ágio de 10%. A melhora no ambiente internacional, o fluxo externo e o ajuste ao corte da Selic motivaram o comportamento positivo da Bolsa paulista. O Ibovespa acumula alta de 10,17% em janeiro. Depois da queda generalizada dos principais mercados acionários, na quarta-feira, o cenário externo se estabilizou. A Bolsa de Tóquio subiu 2,3% e teve o maior ganho em pontos desde junho de 2002. Na Bovespa, os ?vendidos? que apostavam numa redução menor do juro básico tiveram de repor suas posições e saíram às compras. ?Os ?vendidos? que apostavam num corte de 0,50 ponto porcentual da Selic foram surpreendidos?, comentou um operador. Outro observou que a Bolsa está firme, com volume, mas também está num ponto que chama uma realização de lucros mais forte. As maiores altas do Ibovespa foram de Celesc PNB (7,64%), Unibanco Unit (6,13%) e TIM Par ON (5,84%). Apesar da melhora externa, o dólar comercial subiu. Mas a redução em 50% da oferta de swap reverso no leilão previsto para hoje poderá levar o dólar a se enfraquecer. O Banco Central oferecerá 4.250 contratos de swap reverso, em vez de 8.800, e só 3 vencimentos, em vez de 4. O corte de 0,75 ponto da Selic reforçou o movimento de redução de posições ?vendidas? em câmbio iniciado terça-feira, por causa da expectativa de que o Copom dará continuidade à redução do juro básico, em março. Mario Rocha, Silvana Rocha e Lucinda Pinto

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