Bovespa cai 0,5% no começo do pregão influenciada por NY

A queda inesperada de 0,5% nas encomendas de bens duráveis em agosto nos EUA, contrariando previsão de crescimento de 0,5%, apagou a alta dos índices futuros das bolsas norte-americanas e fez com que a Bolsa de Valores de São Paulo começasse o pregão em queda. O índice Ibovespa caía 0,58% às 10h10, na mínima, a 35.610 pontos. Em Wall Street, o Nasdaq futuro recuava 0,18% enquanto o S&P 550 cedia 0,25%. Mas é preciso levar em conta que o dado de encomendas é considerado altamente volátil para servir de referência para o futuro da economia americana. Além disso, as bolsas norte-americanas subiram muito ontem, o que pode servir de pretexto para uma realização de lucros. Na Europa, as principais bolsas também inverteram o sinal, reagindo a Wall Street. Apenas a Bolsa de Londres seguia em terreno positivo, com alta de 0,55%, sustentada pelos ganhos das ações das mineradoras que passam por movimento de recuperação técnica dos papéis, favorecido pelas expectativas de manutenção na demanda por metais pela China e de oferta escassa. Mas o dado mais esperado do dia, sobre o mercado imobiliário, ainda está para sair. Às 11 horas, serão divulgadas nos EUA as vendas de residências novas em agosto. A tendência hoje na Bovespa é o mercado manter em segundo plano a questão política e concentrar as atenções no mercado internacional, onde o petróleo está sendo negociado em alta, o que pode ajudar a sustentar a alta das ações de Petrobras. O avanços dos preços das commodities metálicas no exterior também tende a colaborar para altas dos papéis ligados ao setor.

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