Bovespa cai 1,05% e termina no menor nível em quase cinco anos

Ações do setor elétrico e Petrobrás recuaram e ajudaram a empurrar a Bolsa para baixo

Claudia Violante, da Agência Estado,

14 de março de 2014 | 17h49

SÃO PAULO - A Bovespa teve mais uma sessão de perdas, penalizada pela aversão ao risco do mercado externo e pela fuga do estrangeiro do mercado doméstico. O índice rompeu o piso de 45 mil pontos e voltou ao menor patamar desde abril de 2009, encerrando também sua quarta semana consecutiva no vermelho. Siderúrgicas - em especial CSN e Usiminas - e Vale subiram e deram alívio ao índice, mas Petrobrás e o setor elétrico pesaram.

O Ibovespa fechou a sessão em baixa de 1,05%, aos 44.965,66 pontos, o menor nível desde 22 de abril de 2009 (44.888,20 pontos). Na mínima do dia, registrou 44.905 pontos (-1,19%) e, na máxima, 45.562 pontos (+0,26%). Na semana, recuou 2,76%. Nestas quatro semanas seguidas de baixa, acumulou -6,71%. No mês até hoje, a queda chega a 4,52%, e, no ano, a 12,70%. O giro financeiro totalizou R$ 5,924 bilhões.

O setor elétrico repercutiu o anúncio de medidas do governo para aliviar o caixa das distribuidoras e passou ainda por um movimento de realização de lucros. Cemig PN caiu 5,98%, a terceira maior baixa do Ibovespa, seguida por Copel PNB (-3,64%). Eletrobras ON, -3,36%, Eletropaulo ON, -2,64%, Energias do Brasil ON, -0,55%, Tractebel ON (-3,08%).

O mercado não gostou das medidas, que podem vir a gerar desconforto novamente com a questão fiscal do País. A avaliação corrente é a de que o governo empurrou os reajustes de preços de energia para 2015, para depois das eleições, e ainda vai usar dinheiro do Tesouro para cobrir parte do rombo das distribuidoras. A estiagem fez com que as empresas enfrentassem aumento dos preços da energia e tivessem que comprar no mercado à vista, mais caro.

Petrobrás também fechou com queda firme, penalizada em parte pelo anúncio de ontem. O governo fará um leilão de energia e a estatal pode participar. Petrobrás ON recuou 2,50%, na mínima, e a PN perdeu 2,52%.

Vale e siderúrgicas, por outro lado, subiram. Vale ON virou nos ajustes para -0,14%, Vale PNA, +0,77%. CSN ON foi o grande destaque, com 11,74%, a maior alta do Ibovespa, após anunciar programa de recompra de ações. Esse papel, juntamente com Usiminas, também se beneficiou de recomendação de compra do JPMorgan. Usiminas PNA avançou 5,24%, a segunda maior alta. Gerdau PN, +1,95%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,16%.

No exterior, as bolsas tiveram um pregão bastante volátil e fecharam majoritariamente em queda. Em Nova York, o Dow Jones perdeu 0,27%, aos 15.065,67 pontos, o S&P recuou 0,28%, aos 1.841,13 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,35%, aos 4.245,40 pontos.

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