Bovespa cai 1,32% puxada por Vale, Petrobrás e siderúrgicas

Investidores operam na expectativa da decisão do BC dos EUA nesta quarta-feira; Vale ON perdeu 2,45% e Petrobrás ON cedeu 2,46%

Claudia Violante, da Agência Estado,

30 de julho de 2013 | 17h49

Ainda pautado pelo que virá na quarta-feira, 31, do encontro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), o mercado acionário brasileiro manteve o movimento de realização de lucros da véspera, com a atuação do investidor estrangeiro na ponta vendedora do pregão desta terça-feira, 30.

Vale, Petrobrás e siderúrgicas foram a porta de saída daqueles que preferem esperar o que o Federal Reserve anunciará antes de um posicionamento em papéis. Em contrapartida, os balanços positivos de Itaú Unibanco e Santander atraíram compradores para papéis dessas instituições.

A Bovespa encerrou em baixa de 1,32%, aos 48.561,78 pontos. Na mínima, registrou 48.560 pontos (-1,32%) e, na máxima, 49.669 pontos (+0,93%). No mês, acumula elevação de 2,33% e, no ano, perda de 20,33%. O giro financeiro totalizou R$ 6,317 bilhões. Os dados são preliminares.

Profissionais foram unânimes em reforçar que a queda pela segunda sessão seguida da Bovespa nada mais foi do que realização, sem mudança de tendência. "Tinha gordura para queimar, não foi mais do que alguns investidores embolsando ganhos recentes", comentou um profissional de mesa de renda variável. Outro especialista acrescentou que o estrangeiro esteve presente na venda, o que amplificou o sinal de queda e fez a Bolsa doméstica perder o nível de 49 mil pontos.

A Bovespa acabou operando na contramão das Bolsas norte-americanas, onde alguns balanços corporativos deram o tom positivo do mercado, em meio a indicadores não tão bons assim. Um deles, o índice de confiança do consumidor norte-americano medido pelo Conference Board, caiu para 80,3 em julho, de uma leitura revisada de 82,1 em junho e ante previsão de que iria para 81,3.

O Dow Jones fechou com ligeira baixa de 0,01%, aos 15.520,59 pontos. O S&P avançou 0,04%, aos 1.685,96 pontos, e o Nasdaq subiu 0,48%, aos 3.616,47 pontos.

Internamente, as blue chips Vale e Petrobrás foram a porta de saída nesta realização de lucros: Vale ON, -2,45%; PNA, -1,87%; Petrobrás ON, -2,46%; e PN, -1,32%.

As siderúrgicas também recuaram, sobretudo Usiminas e CSN, que subiram forte nas sessões anteriores. Usiminas ON caiu 6,25% e liderou as baixas do Ibovespa, enquanto CSN ON recuou 5,92%, na terceira posição. Inda na lista de desvalorizações: Usiminas PNA, -4,45%; Gerdau PN, -2,14%; e Metalúrgica Gerdau PN, -2,56%.

O setor financeiro subiu e contrabalançou o Ibovespa, influenciado pelos balanços do Itaú Unibanco e Santander.

O Itaú Unibanco reportou lucro líquido recorrente de R$ 3,622 bilhões no segundo trimestre, resultado apenas 1% superior ao registrado em igual intervalo do ano passado e em linha com a previsão de analistas (lucro de R$ 3,6 bilhões). A instituição também divulgou lucro líquido de R$ 3,583 bilhões no período, aumento de 8,4%, na mesma base de comparação.

No caso do Santander, o lucro líquido societário alcançou R$ 501 milhões no segundo trimestre, redução de 9,76% na comparação com igual intervalo de 2012, seguindo o padrão contábil brasileiro, o BRGaap. No critério gerencial, o lucro da instituição totalizou R$ 1,410 bilhão, declínio de 3,69% ante um ano e de 7,2% na comparação com o trimestre anterior.

Itaú Unibanco PN subiu 0,79%, Santander unit, 1,24%, BB ON, 1,10%, e Bradesco PN recuou 0,39%.

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