Bovespa cai 2,71% e dólar encosta em R$ 2,20

Os mercados de câmbio, juros e de ações já recuperaram uma parte das perdas registradas entre maio e junho, mas voltam a mostrar elevada sensibilidade a fatos com potencial de afetar a conjuntura econômica e geopolítica mundial. O principal fator de preocupação hoje pela manhã foi a decisão da Coréia do Norte de retomar os testes com mísseis. A preocupação com os mísseis norte-coreanos somou-se à expectativa com o relatório de emprego que sairá nos EUA na sexta-feira, depois de amanhã, contendo o "payroll" (número de vagas criadas), um dos dados de atividade com maior potencial de impacto nos mercados. Se o dado vier forte, isto é, criação de empregos muito acima das previsões, poderá levar os investidores a calcular altas adicionais dos juros básicos norte-americanos pelo Fed (banco central americano). Um relatório preliminar divulgado hoje, elaborado pela Automatic Data Processing (ADP) & Macroeconomic Advisers, atraiu as atenções, em antecipação à divulgação dos números do Departamento do Trabalho dos EUA. A estimativa de aumento de 368 mil no número de novas vagas de trabalho criadas em junho feita pela ADP contrasta com a previsão de 170 mil dos economistas ouvidos pela Dow Jones. Totalmente voltados para o cenário externo, a Bolsa de Valores de São Paulo e o mercado de câmbio repercutem os fatos com forte queda do índice Ibovespa e valorização do dólar. Às 11h20, o índice Ibovespa caía 2,71% a 36.354 pontos, na mínima do dia até este horário. O volume financeiro é de R$ 521 milhões, com 24.728 negócios fechados. O dólar comercial é negociado na máxima a R$ 2,199, alta de 1,38%. Ontem a taxa de câmbio havia fechado em R$ 2,169.

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