Bovespa cai com a expectativa de troca de ministro

A expectativa em relação à permanência ou não de Antonio Palocci à frente do Ministério da Fazenda e as especulações sobre possíveis nomes para ocupar o cargo estão pesando mais do que o ambiente externo esta manhã na abertura da Bolsa de Valores de São Paulo. O Ibovespa à vista caía 0,80% às 11h08, a 37.276 pontos, espelhando a intranqüilidade dos investidores ante a possibilidade de troca no comando da economia. O risco Brasil subia 3 pontos, para 237 pontos. O mercado aguarda para hoje uma decisão do presidente Lula sobre o destino de Palocci. Os nomes mais cotados para substituir o ministro, caso este venha mesmo a deixar o governo, são do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP), do presidente do BNDES, Guido Mantega, do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e do economista João Sayad (ex-secretário de Finanças da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy). Também é esperado para hoje à tarde o depoimento do presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Mattoso, sobre a quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Em Nova York, os índices futuros das Bolsas operam com sinal positivo, em compasso de espera com a decisão do banco central dos EUA (Fed), amanhã, sobre a taxa de juros. O mercado dá como certa uma elevação de 0,25 ponto porcentual, para 4,75%. O que deverá mexer com os nervos dos investidores é o comunicado do Fed, que poderá sinalizar para o mercado até quando o juro vai continuar a subir nos EUA, é a principal dúvida que vem atormentado os investidores globais. A decisão do Fed pode definir a tendência de curto prazo da Bovespa, mas alguns dados que serão divulgados no decorrer desta semana nos EUA também podem influenciar os negócios. Na quinta-feira, sai o PIB final do quarto trimestre e o número semanal de pedidos de seguro-desemprego. Na sexta, serão divulgados os dados de renda e gastos pessoais de fevereiro, o índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan final de março e as encomendas da indústria de fevereiro. Aqui, além do imbróglio político com a crise Palocci, essa é uma semana forte em divulgações de resultados corporativos. Termina na sexta-feira o prazo legal para as empresas disponibilizarem os balanços de 2005. Hoje saem os números de Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e da Copel (Companhia Paranaense de Energia Elétrica). Amanhã, Comgás, Bradespar e Renar; quinta-feira, Cyrela e Mangels. Na sexta à noite, a Embraer divulga o balanço do ano passado. Também na sexta, a Bolsa deverá divulgar a primeira prévia da carteira teórica do Ibovespa que será válida para o período maio-agosto. Hoje, as atenções devem estar voltadas para as ações da Vale do Rio Doce, por conta de um relatório distribuído no fim de semana pelo Citigroup, que tem um tom mais otimista em relação às negociações envolvendo o reajuste do preço do minério de ferro. O Citigroup previu que as atuais negociações das produtores de minério BHP, Rio Tinto e Vale com as siderúrgicas chinesas e japonesas devem culminar com um aumento de 20%. As ações da BHP e Rio Tinto dispararam na Austrália, 3,2% e 2,4%, respectivamente.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.