Bovespa cai com maior aversão ao risco

Às 14h35, o Ibovespa registrava desvalorização de 1,42%, aos 64.232 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado,

25 de agosto de 2010 | 12h00

O cenário internacional continua ditando o rumo dos negócios no Brasil. A divulgação de dados econômicos ruins nos Estados Unidos mantém investidores avessos ao risco, levando o Ibovespa a uma nova jornada de desvalorização, a quinta consecutiva. Blue chips caem e pesam sobre o índice.

 

Às 14h35, o Ibovespa registrava desvalorização de 1,42%, aos 64.232 pontos, após alcançar mínima de 64.163 pontos. O giro financeiro era de R$ 3,13 bilhões, com previsão de R$ 6,54 bilhões para o fechamento. No mesmo momento, o Dow Jones registrava queda de 0,24%, enquanto o S&P 500 caía 0,33%.

 

Os papéis das blue chips (empresas de primeria linha), de maior liquidez, são as que mais sofrem com o estresse internacional. Petrobrás PN recua 0,88%, entre as maiores baixas do Ibovespa, e ON cai 0,85%. Além do cenário externo negativo, os papéis sofrem ainda pressão por conta do processo de capitalização.

 

Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, a operação poderá ser anunciada oficialmente no dia 7 de setembro, como parte da solenidade de comemoração do feriado da independência. A estratégia estaria ganhando força dentro do governo, seguindo a linha já adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva de atrelar fatos importantes ligados à companhia a datas históricas relevantes para o País. Os rumores de que esta estratégia será adotada reforçam o cronograma previsto pela companhia para concluir sua capitalização até o dia 30 de setembro.

 

Vale e siderúrgicas

 

Vale PNA recua 1,55% e ON cede 1,65%. Bradespar, importante acionista da mineradora, recua 1,96%, liderando as maiores quedas do Ibovespa. Segundo operadores, a preocupação em relação ao consumo mundial pressiona as commodities e suas produtoras.

 

As siderúrgicas acompanham o movimento. Além do cenário internacional ruim, pesa sobre o setor o aumento dos estoques de aço na rede de distribuição e o aumento das importações. Segundo um profissional do mercado, esses indicadores reforçam o sentimento de que poderá ocorrer uma queda de preços no segundo semestre.

 

Sobre a Usiminas, especificamente, investidores avaliam novas decisões tomadas pelo conselho de administração da siderúrgica. Uma das decisões diz respeito ao adiamento da apresentação do projeto de expansão da capacidade produtiva de aço. Ficou estabelecido que a diretoria executiva da empresa deve aprofundar os estudos a respeito da construção da usina de placas em Santana do Paraíso, no Vale do Aço mineiro, orçada em US$ 6 bilhões, que foi suspensa em meados de 2009, em razão da crise financeira internacional. Uma nova apresentação do projeto deverá ser feita na reunião do conselho de administração de novembro deste ano.

 

Outra decisão refere-se à aprovação da proposta de desdobramento de ações. A proporção, aprovada ontem pelo conselho de administração, é de uma ação nova para cada uma existente. A proposta será votada em assembleia de acionista a ser brevemente convocada.  

(Texto atualizado às 14h42)

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