Bovespa cai mais de 2% com pressão sobre Vale e Petrobras

A Bolsa de Valores de São Paulo operou em queda durante toda a manhã. O índice Ibovespa é puxado para baixo pelas vendas de commodities, que se concentram em Petrobras e Vale do Rio Doce. Esses papéis, que são as blue chips da Bolsa, estão liderando as maiores baixas do índice e contribuem para que a baixa do indicador seja ainda mais forte. Às 11h30, Petrobras PN caía 3,91% e girava R$ 150 milhões. Vale PNA recuava 3,74% e movimentava R$ 61,6 milhões, enquanto Vale ON caía 3,45%, com volume de R$ 13,6 milhões. Petrobras ON recuava 4,39%, com R$ 11 milhões. O índice Ibovespa caía 2,07% às 11h50, a 35.803 pontos. O comportamento local segue cenário internacional. Segundo notícia da Agência Dow Jones, as fortes retrações registradas pelas commodities metálicas e pelo petróleo prejudicam os papéis de mineradoras e de companhias petrolíferas, que, por sua vez, mantêm as bolsas da Europa em baixa. Segundo um gestor, retorna com mais fôlego o receio de desaquecimento da economia dos Estados Unidos. Bradespar, que tem em Vale do Rio Doce seu principal investimento, também estava entre as principais perdas do Ibovespa. Já no campo das altas, sobem fortemente TIM ON (7,88%), TIM PN (6,07%), Vivo (5,42%) e Telemig (0,98%). TIM e Vivo reagem a informações de fontes no noticiário internacional, indicando que a Telecom Itália quer vender o mais rapidamente possível a TIM Participações. A provável compradora seria a Telefónica. A primeira análise de operadores é que, com o negócio, tende a diminuir a competição no mercado de telefonia celular, justamente um dos fatores que mais vêm pressionando os papéis desse setor. Isso porque a Telefónica detém 50% da Vivo, em joint venture com a Portugal Telecom, e passaria a controlar também a TIM. A Claro é controlada pelo mexicano Carlos Slim. Já Telemig ainda sobe com decisão de quarta-feira do Superior Tribunal de Justiça (STJ), cuja Corte Especial considerou válidas as assembléias da Telpart em que o Opportunity foi destituído do conselho de administração da empresa, que está na cadeia de controle da Telemig Celular e da Amazônia Celular. Com isso, o UBS elevou a recomendação para as ações.

Agencia Estado,

11 de setembro de 2006 | 11h54

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