Bovespa cai, mas fecha agosto com ganho de 1,72%

Bolsa encerra a sexta-feira em queda, mas tem valorização pelo segundo mês seguido, o quarto em oito meses no ano

Renata Pedini, da Agência Estado,

31 de agosto de 2012 | 18h06

Mesmo sem medidas de estímulo concretas, o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, agradou os mercados internacionais e o bom humor chegou à Bovespa. Porém, as ações do setor elétrico e de Petrobras caíram e imputaram perdas aos negócios locais pelo terceiro dia seguido. Alguns ajustes na carteira do índice à vista, que muda na semana que vem, também trouxeram um pouco de volatilidade. Apesar disso, agosto terminou com valorização pelo segundo mês seguido - o quarto em oito meses do ano.

O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira com queda de 0,34%, aos 57.061 pontos. No mês, a alta acumulada foi de 1,72% e, no ano, de 0,54%. Mais cedo, o pregão foi marcado pela volatilidade, com os investidores digerindo as declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke, no simpósio de Jackson Hole (EUA). Na máxima, o índice à vista alcançou 57.835 pontos (em alta de 1,01%) e na mínima caiu aos 56.719 pontos (em queda de 0,94%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 10,156 bilhões, inflado pelos ajustes na carteira do Ibovespa, que muda a partir de segunda-feira.

O gerente da mesa de renda variável da H.Commcor, Ariovaldo Santos, atribuiu a queda da Bolsa a não concretização das expectativas de estímulos para a economia norte-americana no aguardado discurso do presidente do Fed. "Muitos investidores apostaram no anúncio ou sinalização de estímulos, o que não se concretizou, e realizaram lucros nesta sessão", afirmou.

Embora não tenha trazido novidades concretas, Bernanke manteve a perspectiva de que o banco central norte-americano pode injetar liquidez no mercado em um futuro próximo. Foi o que animou as bolsas de Nova York, que fecharam em alta. O Dow Jones subiu 0,69%, o S&P 500, +0,51% e o Nasdaq, +0,60%.

Internamente, as ações do setor elétrico recuaram em função da Medida Provisória 577, editada na quinta-feira lançando dúvidas sobre as concessões do setor. Para analistas ouvidos pela Agência Estado, cresceu a incerteza a respeito do futuro das concessões elétricas que estão por vencer entre 2015 e 2017. "As empresas do setor são tratadas como boas pagadoras de dividendos e a possibilidade de o governo interferir é negativa", afirmou Santos, da H.Commcor.

Entre as blue chips, Petrobras renovou as mínimas no fim dos negócios e encerrou em queda de 1,89% nos papéis ON e de -1,38% nos PN. Vale, por outro lado, recuperou parte das perdas da semana, ao subir 2,99%, na máxima do dia, nas ações ON, e 2,66% nas PNA.

Tudo o que sabemos sobre:
bolsaIbovespa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.