Sério Castro/Estadão
Sério Castro/Estadão

Bovespa cai pelo 4º dia seguido e já acumula perda de 4,7% no ano

Piora das previsões do Banco Mundial para o crescimento global respingaram sobre o preço das commodities, que tiveram queda generalizada; Petrobrás fechou com recuo na faixa de 3%

Claudia Violante, O Estado de S. Paulo

14 de janeiro de 2015 | 17h37

A Bovespa acompanhou a aversão ao risco que tomou conta dos ativos em todo o mundo após projeções do Banco Mundial e registrou sua quarta queda consecutiva. Vale e siderúrgicas foram os destaques de baixa da sessão, com a pressão vendedora sobre as commodities levando os investidores a se desfazerem desses papéis. A Bovespa teve uma queda menos acentuada do que a vista em Wall Street o dia todo, favorecida pela alta dos bancos e das empresas de energia.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,82%, aos 47.645,87 pontos. Na mínima, registrou 47.372 pontos (-1,39%) e, na máxima, 48.281 pontos (+0,50%). No mês e no ano, acumula perda de 4,72%. A maior parte da queda aconteceu nestes quatro pregões - 4,60%. O giro financeiro totalizou R$ 6,402 bilhões. Os dados são preliminares.

A busca por ativos seguros teve início após o Banco Mundial ter revisado em baixa suas projeções para o crescimento global. Mesmo os dados não sendo de fato novidade entre os agentes, os números expostos pela entidade geraram uma pressão vendedora nos ativos de maior risco, levando as commodities a registrarem também queda bastante acentuada. Um dos destaques negativos do dia foi o cobre, que tombou 5,3%, para US$ 5.548,00 a tonelada, nos contratos para três meses.

O petróleo, que mais cedo operava também no vermelho, virou para cima durante a sessão. Na Nymex, o contrato para fevereiro registrava, às 17h15, evolução de 3,03%, a US$ 47,28 o barril.

O desempenho em alta do petróleo não aliviou as vendas em Petrobrás, que caíram mais de 3% e ajudaram a pressionar o Ibovespa para baixo. A ação ON perdeu 3,74% e a PN, 2,89%.

Hoje foi preso o ex-diretor da área internacional da estatal Nestor Cerveró. Ele foi detido pela transferência de imóveis a familiares. Para seu advogado, Edson Ribeiro, se a prisão se deu por essa causa, também deveria ser estendida à presidente da estatal, Graça Foster.

No final da tarde, a estatal se posicionou sobre o assunto, refutando 'veementemente' que a movimentação patrimonial da presidente Graça Foster tenha sido realizada de forma "indevida", como declarou Ribeiro. "A Petrobrás reafirma que já prestou, em 21/08/2014, todas as informações ao Tribunal de Contas da União sobre as movimentações patrimoniais da Presidente Graça Foster e que elas foram realizadas em obediência à Legislação", informou a estatal, em nota.

Vale ON desabou 8,04% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida por Vale PNA (-7,77%) e Bradespar PN (-7,22%), acionista da mineradora. Gerdau PN, -4,40%, Metalúrgica Gerdau PN, -4,53%, Usiminas PNA, -3,08%, e CSN ON, -3,56%.

Bancos subiram e aliviaram o desempenho negativo do índice. Bradesco PN teve valorização de 1,06%, Itaú Unibanco PN, +0,68%, BB ON, +0,73%, e Santander unit, +1,44%.

Tendo como pano de fundo a perspectiva de aumento de pelo menos 30% nas tarifas este ano, as elétricas tiveram dia de ganhos. CPFL ON subiu 3,20%, Copel PNB, 1,75%, Eletrobras ON, 2,17%, PNB, 2,93%, para citar algumas.

Sabesp ON recuou 1,22%, no dia em que o governador Geraldo Alckmin admitiu pela primeira vez racionamento de água em São Paulo - apesar de ter voltado atrás no termo em seguida. O presidente da empresa, Jerson Kelman, admitiu que o rodízio de água é uma possibilidade para a região metropolitana de São Paulo, apesar de considerar que decretar um racionamento agora seria precipitado. A Justiça suspendeu a adoção de multas para os clientes que aumentarem o consumo.

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