Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Bovespa cai puxada por bancos e dólar volta a superar R$ 4

Queda da Bolsa é limitada por alta das ações da Petrobrás, que acompanham recuperação do preço do petróleo no exterior

Karla Spotorno, O Estado de S.Paulo

18 Fevereiro 2016 | 11h52

SÃO PAULO - O Ibovespa operava em queda nesta quinta-feira, 18, puxada especialmente por ações de bancos. Os papéis da Vale também registravam queda. Segundo um operador de renda variável, o movimento é de ajuste para baixo, visto que as cotações foram "infladas" nos últimos quatro fechamentos de pregão em alta à espera do vencimento de opções sobre o Ibovespa.

A alta das ações da Petrobrás, que segue a valorização do petróleo, evita uma queda maior do Ibovespa. No noticiário corporativo, a ON da Oi também gera pressão altista. A ação está entre as maiores altas do índice em meio a repercussões de que o fundo LetterOne poderá propor capitalização na companhia de telecomunicações.

Às 11h30, o Ibovespa caía 0,37% aos 41.477 pontos. As ações preferenciais do Itaú Unibanco caíam 1,99%, enquanto as da Vale tinham queda de 0,65% (ON) e 0,58%(PNA). As ações da Petrobrás, por sua vez, subiam 2,36% (ON) e 2,14% (PN).

No mercado de câmbio, o dólar segue forte e acima dos R$ 4. No horário acima, o dólar subia 0,87%, cotado a R$ 4,0177. Ontem, a moeda norte-americana fechou o dia a R$ 3,98. Lá fora, o euro se enfraqueceu mais perante o dólar, depois de o Banco Central Europeu divulgar que a ata da última reunião. A maioria dos dirigentes do BCE concordou que a perspectiva econômica para a zona do euro piorou desde o início do ano, segundo o documento, e também viram maior chance de um período prolongado de inflação baixa, com os preços fracos do petróleo. 

Os analistas em Nova York do grupo financeiro japonês Nomura preveem mais notícias ruins para o Brasil nos próximos meses, com o País devendo sofrer novos rebaixamentos de ratings soberanos. Sobre a decisão ontem da Standard & Poor's de cortar pela segunda vez em cinco meses a nota brasileira, a expectativa da casa é de impacto reduzido nos preços dos ativos.

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