Bovespa cai quase 2%; Petrobras e Vale entre maiores baixas

O índice Ibovespa tentou engatar uma alta no começo do pregão, mas a pressão das commodities voltou a espantar as compras, e o índice passou a cair. Às 11h47 a perda era de 1,93%, nos 34.127 pontos, mínima do dia até este horário. Novamente as quedas do petróleo e dos metais trazem vendas para o mercado brasileiro. Com quase metade do Ibovespa atrelado a esses produtos básicos, a praça paulista vem sendo descontada, enquanto os investidores discutem se os ciclos dos materiais básicos estão saindo de um pico para entrar em um movimento de queda seguida. O petróleo para novembro em Nova York caía 1,16% no final desta manhã, com o barril cotado em US$ 59,85, o que afeta em cheio a Petrobras. Segundo operadores, é por meio desse papel que os investidores estrangeiros interessados em sair do Brasil estão vendendo, e isso contribui para inflar o volume com as ações. Há algumas semanas, Petrobras vem apresentando um volume financeiro muito superior ao da segunda colocada, Vale do Rio Doce, e hoje não é diferente. Às 11h29, Petrobras PN caía 1,86%, com giro de R$ 115,8 milhões. Era seguida em volume por Vale PNA, que caía 2,74% e movimentava R$ 58 milhões. Petrobras ON caía 2,13% e Vale ON recuava 2,72%. À exceção de Petrobras PN, todas as outras estão entre as maiores quedas do Ibovespa, juntamente com Bradespar, que tem em Vale seu principal investimento. Em Vale, as pressões são duas. A primeira vem das quedas dos metais hoje. Em Londres, segundo informa a agência Dow Jones, as ações das mineradoras também estavam sendo afetadas pelas baixas das commodities. Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange, os contratos de cobre são negociados em baixa refletindo preocupação geral com indicadores econômicos dos EUA que serão divulgados esta semana e com a demanda da China. Além disso, os operadores também comentam como fator de pressão a notícia de que o conselho da canadense Inco recomendou a venda da empresa à Vale do Rio Doce. Sobre o assunto, a mineradora brasileira disse nessa manhã que pretende adiar a data de término da oferta do dia 28 de setembro de 2006, quinta feira, 20h (horário de Toronto) para o dia 16 de outubro de 2006.

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