Bovespa começa o dia em alta, com influência dos EUA

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta de 0,02% nesta sexta-feira, aos 37.574 pontos. O Índice Bovespa, o principal do mercado acionário brasileiro, acelerou o ritmo de alta rapidamente e às 10h12 já avançava 1,51%, aos 38.137 pontos. A primeira reação da Bovespa aos dados sobre inflação nos EUA está sendo positiva e pode alimentar mais um dia de recuperação, se a leitura dos números do índice de preços dos gastos com consumo (PCE) continuar sendo favorável ao longo dessa sexta-feira. Após o dado, Índice futuro acelerou a alta, comemorando desaceleração os resultados do PCE, como o crescimento de 0,5% dos gastos com renda pessoal, que veio abaixo do previsto. O núcleo do PCE ficou em 0,2% ante estimativa de 0,3%. O que está causando um pouco de desconforto é a alta anualizada do núcleo do PCE, que subiu 2,1%, acima do chamado teto de conforto do Federal Reserve (banco central dos EUA). As bolsas norte-americanas operam em direções opostas, sem mostrar muita animação com o PCE. O S&P 500 operava em alta de 0,19% enquanto o Nasdaq recuava 0,14%. Já o rendimento do juro do note de 10 anos registra curtas oscilações. Mais uma vez, o comportamento da Bolsa vai depender da abertura do pregão em Nova York e do desempenho do mercado internacional. Mais tarde, às 10h45, sai nos EUA índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan no final de maio. O fechamento mais cedo de alguns mercados nos EUA por conta do feriado de segunda-feira (Memorial Day) deve afetar a liquidez na Bovespa. O mercado de títulos do Tesouro fecha às 15h (de Brasília). Na Bolsa de Nova York, as negociações com os futuros de energia e futuros de alumínio, paládio, cobre, prata, ouro e platina serão interrompidas mais cedo. Nas bolsas norte-americanos, o pregão será encerrado no horário normal. Com a alta de ontem de 4,96% ontem (37.568), a Bovespa reduziu quase pela metade, para 6,92%, a perda acumulada no mês. A performance da Bolsa também depende do fluxo de capital externo. Ontem, as compras dos estrangeiros foram fundamentais para a recuperação da Bolsa. Depois de perder R$ 2,3 bilhões entre os dias 12 e 22 de maio, o fluxo de capital externo da Bovespa mudou de sentido no dia 23, registrando entrada líquida de 94,649 milhões. O saldo acumulado em maio permanece negativo em R$ 1,067 bilhão.

Agencia Estado,

26 de maio de 2006 | 10h15

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