Bovespa começa o dia em alta de 0,38%

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o Ibovespa, abriu em alta (0,38%), assim como ocorreu ontem. A dúvida é saber se o mercado vai conseguir sustentar essa recuperação. Na quinta-feira não conseguiu e o Ibovespa à vista fechou na mínima, em queda de 1,26%, com 37.807 pontos, elevando para 6,33% a perda acumulada no mês. Às 10h08, o índice avançava 1,57%, recuperando os 38 mil pontos (38.402 pontos). A reação do Ibovespa reflete o clima favorável em Nova York, influenciado pela agenda esvaziada do dia, após uma semana intensa de indicadores econômicos e declarações de autoridades monetárias, e também pela Dell Computer, que ontem à noite anunciou um amplo plano de reestruturação e que passará a usar os chips fabricados pela Advanced Micro Devices em seus aparelhos. A Dell informou ainda queda do lucro, mas os números ficaram em linha com as expectativas dos analistas. Por volta das 10 horas, o Nasdaq futuro subia 0,56% e o S&P 500 avançava 0,48%. O juro do título do Tesouro dos Estados Unidos de 10 anos se mantinha no nível de 5% ao ano. Mas as incertezas sobre a inflação e o juro nos EUA não se dissiparem e o mercado segue muito sensível a qualquer oscilação dos títulos do Tesouro. Avaliações divergentes sobre o comportamento da inflação feitas ontem pelos presidentes do Fed de Richmond e do Fed de St. Louis ajudaram a aumentar as dúvidas. Hoje, diz uma fonte, é um dia bom de se avaliar o comportamento do juro dos títulos norte-americanos, pelo fato de não estar prevista a divulgação de nenhum indicador nos EUA. Ontem, o juro norte-americano caiu e as bolsas também, o que deixou os investidores receosos de que pudesse estar ocorrendo um movimento de fuga para a qualidade. Mas ontem, é preciso destacar, foram divulgados alguns dados econômicos que mostraram sinais de desaquecimento da atividade. Duas notícias podem ter repercussão na Bolsa hoje. As ações da Arcelor Brasil devem reagir positivamente à nova oferta feita pela Mittal para comprar a Arcelor. A Mittal elevou em 34%, para 25,8 bilhões de euros (US$ 32,9 bilhões), a sua oferta para comprar a Arcelor, ampliando a fatia em dinheiro para 7,6 bilhões de euros. Em Madri, os papéis da Arcelor disparavam 13%. A possível adoção por parte do governo brasileiro de medidas na área cambial para conter a valorização do real e ajudar o setor exportador é outro assunto que merece destaque.

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