Bovespa dá continuidade à alta do dia anterior

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) dá continuidade hoje à alta registrada no dia anterior, em reação positiva ao comunicado do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), sem fazer menção a "alguma firmeza adicional da política monetária poderá ser necessária". Isso foi interpretado como uma suavização do viés de alta do juro nos EUA. Os investidores viram no comentário do Fed a possibilidade de a taxa de juro norte-americana vir a ser reduzida este ano, o que levou a Bovespa a fechar o pregão de ontem em alta de 2,89%, aos 45.630 pontos, na máxima do dia. A expectativa é de que a bolsa paulista vá buscar no curto prazo os 46 mil pontos. Às 10h23, a Bovespa registrava variação de +0,48%, aos 45.847 pontos. O efeito positivo do FOMC se estendeu às bolsas asiáticas. O Nikkei encerrou nesta quinta-feira com valorização de 1,5% e Bolsa da China subiu 0,5%, em 3.071,23 pontos, batendo o segundo recorde de fechamento consecutivo. Na Europa, as bolsas estão se ajustando com mais intensidade porque estavam fechadas quando foi divulgado o comunicado. Em Nova York, os índices futuros de ações operam com leve ganho, após terem iniciado os negócios pressionados pela revisão para baixo das vendas e do lucro da Motorola para o primeiro trimestre, anunciada pela empresa. Após esse FOMC benigno, analistas que acompanham a Bovespa acreditam na volta gradual dos investidores estrangeiros. "A volta devera ser gradual porque as incertezas em relação à economia norte-americana ainda não se dissiparam totalmente e isso ainda deve trazer volatilidade no curto prazo", diz um analista.

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