Bovespa despenca 3,17%, com cenário externo ruim

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou a segunda-feira em forte queda, de 3,17%, aos 36.739 pontos. O volume de negócios foi de R$ 1,50 bilhões. O índice oscilou entre a máxima de 37.975 pontos e a mínima de 36.670 pontos. A Bolsa esteve na contramão do risco Brasil e do câmbio nesta segunda-feira. Operou em baixa durante praticamente todo o pregão, enquanto o risco Brasil e o dólar reagiam bem ao anúncio de recompra de títulos da dívida externa em dólar e em euros - a recompra tem como finalidade melhorar o perfil da dívida. Na Bolsa, o impacto favorável desse anúncio foi consumido pela alta do petróleo, que contribui para manter as Bolsas de Nova York no vermelho. Os preços da commodity avançaram por causa da ameaça feita pelo Irã de utilizar o petróleo como arma de pressão contra os EUA na questão nuclear. Perto do fim do pregão, a queda se acentuou, acompanhando a aceleração da baixa nas Bolsas de Nova York. A piora nas bolsas aconteceu em reação à fala do presidente do Federal Reserve (banco central dos EUA), Ben Bernanke, sobre inflação. Bernanke afirmou que a economia norte-americana "está entrando em uma fase de transição. Nos últimos três anos, aproximadamente, o crescimento econômico dos EUA tem sido robusto, refletindo tanto o reemprego de recursos subutilizados, que continua em andamento, como a expansão do potencial da produtividade da economia".

Agencia Estado,

05 de junho de 2006 | 17h31

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