Bovespa deve seguir ganhos no exterior

Com agenda econômica interna esvaziada para o restante do dia, a Bolsa paulista deve ser guiada pelo comportamento dos mercados externos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

06 de setembro de 2013 | 10h17

A economia norte-americana criou menos vagas do que o esperado em agosto e, mesmo assim, a taxa de desemprego contrariou a previsão de estabilidade e caiu. Os números mistos sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos realimentaram dúvidas quanto à iminência na retirada dos estímulos monetários pelo Federal Reserve, o banco central norte-americano, ao mesmo tempo em que favoreceu uma busca por ativos de risco nos mercados financeiros globais, o que deve embalar a Bovespa. Às 10h05, o Ibovespa subia 1,09%, aos 52.924,32 pontos.

Os Estados Unidos geraram 169 mil empregos em agosto, de um saldo positivo de 104 mil vagas em julho (dado revisado, de +162 mil originalmente), sugerindo que a recuperação do mercado de trabalho norte-americano não está ganhando força, o que pode, potencialmente, complicar os planos do Fed de iniciar a redução do programa mensal de compra de bônus. A previsão era de abertura de 175 mil vagas. A taxa de desemprego, por sua vez, caiu a 7,3% no mês passado, de 7,4% no mês anterior.

Em reação, os índices futuros das Bolsas de Nova York e as principais bolsas europeias aceleram os ganhos, ao mesmo tempo que o juro da T-note de 10 anos veio abaixo do patamar de 2,9%, depois de ultrapassar o nível psicológico de 3% durante a sessão asiática, no maior patamar em mais de dois anos. Além disso, o dólar perdeu terreno ante as principais moedas rivais.

Diante de uma agenda econômica esvaziada para o restante do dia, a Bolsa deve ser guiada pelo comportamento dos mercados internacionais, que ajustam as apostas sobre os próximos passos do Fed. Internamente, a inflação medida pelo IGP-DI de agosto superou as estimativas, ao subir 0,46%, ao passo que a alta de 0,24% do IPCA no mês passado ficou levemente abaixo da mediana das estimadas coletadas pelo AE Projeções, de +0,25%. No âmbito corporativo, as atenções seguem voltadas às petrolíferas OGX e Petrobras.

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