Bovespa diminui queda na última hora do pregão

Além da preocupação com situação fiscal na Europa, investidores temem conflito entre Coreias

Beth Moreira, da Agência Estado,

25 de maio de 2010 | 12h14

A Bovespa está em queda generalizada nesta terça-feira, pressionada por notícias no âmbito internacional. As preocupações dos investidores, que já têm que lidar com as dúvidas em relação à situação fiscal da zona do euro e com a saúde dos bancos da região, foram potencializadas com o aumento da tensão política entre as Coreias do Sul e do Norte. Próxima ao fim do pregão, porém, a Bolsa diminuiu o ritmo de queda. Lá fora, o recúo também ea menor.

Por volta das 17h32, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 1.22% aos 59.184 pontos. Na mínima alcançou 57.876 pontos (-3,40%). No mesmo horário, o Dow Jones caía 1,% e o S&P 500 registrava baixa de 0,79%%.

A divulgação de dados econômicos positivos nos Estados Unidos não teve fôlego para amenizar o mau humor do mercado. O analista Flávio Conde, da Gradual Investimentos, lembra que indicadores semanais perderam relevância diante do cenário atual, de previsão de crescimento menor na zona do Euro, com os países locais reduzindo gastos. "A Bolsa está precificando a situação da economia daqui um ano", explica.

Até o final da manhã nenhuma das 66 ações listadas no Ibovespa encontraram fôlego para operar no campo positivo. Ações de empresas do setor financeiro e de construção eram destaque entre as maiores quedas do Ibovespa.

Blue chips

Petrobrás PN recuava 2,95% e ON cedia 2,07%, em dia de nova queda na cotação do petróleo. O preço do insumo caía mais de 3% para a casa dos US$ 67,00 o barril. Vale PNA registrava perdas de 0,48% e ON cedia 0,02%%.  

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