Bovespa dispara e encerra com ganho de 4,71%

O discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) no Senado norte-americano, hoje, surpreendeu positivamente o mercado nos EUA. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), assim como todo o mercado doméstico, acompanhou o bom humor externo e foi além: o Ibovespa, principal índice da Bovespa, terminou o dia na máxima, em alta de 4,71%, aos 36.785 pontos - o índice Dow Jones, em comparação, subiu 1,96%, e o Nasdaq, 1,83% (ambos são das Bolsas de Nova York). Na mínima, o Ibovespa também operou em território positivo, em +0,02%. O volume financeiro foi de R$ 2,35 bilhões. De todas as ações que compõem o índice, apenas uma caiu (da Souza Cruz). Os comentários de Bernanke sinalizaram que o crescimento econômico nos EUA caminha para a moderação, o que, segundo ele, deve conter as pressões sobre os preços, e trouxeram grande alívio aos negócios. Isso aumentou a expectativa de que o ciclo de aperto monetário esteja perto do fim - desde 2004, foram 17 altas nos juros. Ainda assim, nas mesas de operações, as análises em relação ao pronunciamento de Bernanke são cautelosas. Apesar do tom geral mais positivo, Bernanke deixou clara a necessidade de avaliar os próximos indicadores econômicos e também o efeito das seguidas altas de juros na economia antes de tomar qualquer nova decisão de política monetária. O presidente do Fed citou como riscos de curto prazo a inflação, os problemas geopolíticos e o petróleo.

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