Paulo Whitaker/Reuters
Paulo Whitaker/Reuters

Bovespa e dólar caem, influenciados pelo cenário internacional

Já no ambiente doméstico, investidores monitoraram especulações sobre os indicados para a equipe econômica de um eventual governo Temer

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

25 de abril de 2016 | 11h51

SÃO PAULO - O mercado acionário brasileiro teve seu terceiro pregão seguido de baixa e, novamente, determinada pela deterioração do cenário internacional. O Índice Bovespa terminou o dia em queda de 1,98%, aos 51.861,71 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,72 bilhões, bem abaixo da média do mês, num sinal da cautela do investidor diante das indefinições dos cenários interno e externo. No mercado de câmbio, o dólar à vista fechou em queda de 0,51%, aos R$ 3,5487.

No ambiente político doméstico, os investidores monitoraram as especulações em torno de nomes para a equipe econômica de um eventual governo Michel Temer (PMDB-SP). No cenário externo, foram acompanhados de perto os sinalizadores do ritmo econômico global, em meio à expectativa pela decisão de política monetária nos juros nos Estados Unidos, na quarta-feira (27). Nesse mesmo dia acontece a reunião do brasileiro Copom.

Assim como já havia acontecido na última sexta-feira, as ações da mineradora Vale estiveram entre os principais destaques de baixa. Os papéis reagiram a mais uma queda do minério de ferro no mercado chinês, que também derrubou as ações de outras mineradoras pelo mundo. A queda das commodities metálicas esteve relacionada aos temores em torno do ritmo lento da economia da China e da fraqueza da balança comercial da segunda maior economia do mundo. Ao final dos negócios, Vale ON e PNA recuaram 6,57% e 7,51%, respectivamente.

O setor siderúrgico também pegou carona na queda das commodities e reagiu negativamente. O destaque ficou com as ações da Usiminas, que refletiram ainda alguma frustração com o resultado financeiro do primeiro trimestre do ano. A empresa anunciou prejuízo líquido de R$ 151 milhões, resultado 35,7% menor que o do mesmo período de 2015. O Ebitda ajustado somou R$ 52 milhões, 7,3 vezes menor. Apesar de os resultados terem apresentado melhora na comparação 2016/2015, os números foram considerados fracos. Usiminas PNA foi a maior queda do Ibovespa, com recuo de 10,38%.

O petróleo foi outra matéria-prima a gerar influência no mercado brasileiro. Com queda de 2,49% na Nymex (US$ 42,64 o barril) e de 1,40% na ICE (US$ 44,48), a commodity ajudou na desvalorização das ações da Petrobrás, que caíram 4,19% (ON) e 4,31% (PN).

O mercado de câmbio teve um dia relativamente tranquilo, com oscilações contidas. A principal característica do dia foi a ausência dos leilões de swap reverso do Banco Central. Sem a pressão compradora do BC, o dólar chegou à cotação mínima de R$ 3,5406 (-0,74%), à tarde. Mas, sem novidades em Brasília, os investidores pouco mudaram suas posições cambiais.

A expectativa nos mercados, agora, concentra-se na votação dos indicados para a Comissão Especial que analisará o processo de impeachment no Senado. O colegiado elegerá 42 integrantes da comissão, 21 titulares e 21 suplentes. A sessão parlamentar ocorre neste final de tarde e a eleição propriamente dita ainda não começou.

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