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Bovespa e dólar estarão na berlinda

O mercado financeiro inicia novo mês com redobrado interesse por indicadores, principalmente de atividade econômica, que possam influenciar as expectativas sobre o rumo dos juros. Embora a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, esteja marcada apenas para o último dia do mês, a ata do encontro de março, divulgada na semana passada, aguçou as especulações sobre os juros por ter indicado suposto freio no ritmo de corte da taxa básica. A ata levou a uma aparente reavaliação da expectativa de redução de 0,75 ponto porcentual para 0,50 ponto na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no dia 31. O tesoureiro do Banif Investment Bank, Rodrigo Boulos, diz, contudo, que, em vez de um corte entre 1 ponto porcentual e 0,75 ponto, como se estimava anteriormente, a última ata trouxe as apostas do mercado financeiro para um intervalo mais baixo, entre 0,75 e 0,50 ponto. Segundo Boulos, um indicador que pode clarear melhor as expectativas são os números da produção industrial de março que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga na sexta-feira. "A produção industrial é um dos dados mais importantes porque pode indicar se o corte está mais para 0,50 ou 0,75 ponto." O mercado prevê uma ligeira queda da produção em relação a abril, mas os dados só deverão afetar o rumo dos juros se vierem muito acima ou abaixo das projeções, avalia o tesoureiro do Banif. Outro indicador importante de atividade são os dados sobre a produção e venda de veículos em março que a Anfavea divulga também na sexta. No cenário internacional, além dos dados da inflação de março que mede os gastos pessoais nos EUA (PCE) divulgados ontem e a que o mercado doméstico poderá reagir hoje, atraem as atenções os dados do mercado de trabalho, que serão divulgados na sexta-feira. E amanhã, ainda nos EUA, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, vai falar em uma cúpula em Washington. Uma declaração em tom otimista de Bernanke, na semana passada, sugerindo que o ciclo de alta dos juros básicos no país está perto do fim deu alento às ações e manteve o dólar em queda livre. "A semana é importante para saber se a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) vai se manter acima do importante nível de 40 mil pontos e se o dólar vai buscar o patamar de R$ 2,00", diz Boulos. Para o executivo, o mergulho do dólar abaixo de R$ 2,10 - fechou sexta-feira em R$ 2,087, cotação mais baixa desde 20 de março de 2001 - significa o rompimento de importante piso que poderá acentuar a perda de empresas exportadoras.

Agencia Estado,

02 de maio de 2006 | 08h12

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