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Bovespa e dólar fecham em leve alta com cenário externo

Alta do preço do petróleo influenciou os negócios na Bolsa, que avançou 0,17% e renovou pico no ano; já o dólar foi impulsionado por frustração com estímulos na Europa e fechou a R$ 3,21

Lucas Hirata. Paula Dias, O Estado de S.Paulo

08 Setembro 2016 | 19h37

O dólar fechou em leve alta ante o real nesta quinta-feira, 8, depois de permanecer em viés negativo durante grande parte do dia. De acordo com agentes financeiros, o câmbio doméstico se alinhou com outras moedas de mercados emergentes, que recuaram a partir do final da manhã em meio à frustração gerada com o posicionamento do Banco Central Europeu (BCE) sobre estímulos. 

Também contribuíram para o movimento do câmbio compras oportunísticas da divisa norte-americana, após forte queda na sessão anterior, e alguma cautela entre os investidores frente ao ambiente político, diante de aparentes rachas na base aliada de Michel Temer e iminência do julgamento sobre a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

No mercado à vista, o dólar negociado no balcão fechou aos R$ 3,2163 em alta de 0,13%. Na máxima, a divisa chegou aos R$ 3,2171 (+0,16%), faltando cerca de cinco minutos para o fechamento. De acordo com dados registrados na clearing da BM&FBovespa, o volume de negócios somou US$ 1,104 bilhão. No segmento futuro, o contrato de dólar para outubro avançou 0,31%, aos R$ 3,2310, com giro de US$ 18,039 bilhões. Na máxima, a divisa tocou R$ 3,2415 (+0,64%). 

Já a Bolsa inverteu o sinal à tarde após uma manhã de baixas e acabou por subir 0,17%, aos 60.231,65 pontos, com novo pico do ano. A alta foi determinada em boa parte pela expressiva valorização dos preços do petróleo, que por sua vez puxaram para cima as ações da Petrobrás. O volume de negócios na Bolsa brasileira totalizou R$ 8 bilhões, ligeiramente acima da média das últimas semanas.

O Ibovespa chegou a cair a 59.743 pontos pela manhã (-0,64%), acompanhando a frustração do mercado internacional diante da ausência de novas medidas de estímulo econômico na reunião de política monetária do Banco Central Europeu (BCE). Além disso, a queda de 1,5% do minério de ferro no mercado à vista chinês penalizou as ações da Vale, que terminaram o dia em queda significativa.

No mercado americano, dois indicadores se destacaram no dia. Um deles foi o dado semanal de pedidos de auxílio-desemprego, que caíram 4 mil na semana encerrada em 3 de setembro, para 259 mil, segundo o Departamento do Trabalho. A expectativa dos analistas era de 265 mil pedidos. O dado reforça a tese da economia forte nos Estados Unidos - o que fortalece apostas em aumento de juros no país - e contrasta com o relatório de empregos (payroll), divulgado na semana passada, cujo resultado foi considerado fraco. 

O dado de maior relevância, no entanto, foi o dos estoques semanais de petróleo calculados pelo Departamento de Energia (DoE). As reservas da commodity tiveram queda recorde de 14,5 milhões de barris, a maior em 17 anos. O número pegou os investidores de surpresa, uma vez que os analistas esperavam uma alta de 500 mil barris na semana. Em consequência, o WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 4,65% e fechou a US$ 47,62 por barril. Já o Brent para novembro, negociado em Londres, na ICE, subiu 4,19%, a US$ 49,99 por barril. 

As ações da Petrobrás seguiram à risca o desempenho dos preços do petróleo e terminaram o dia com ganhos de 2,44% (ON) e de 1,72% (PN), ajudando a puxar o Ibovespa para cima. As ações também refletiram a notícia da conclusão da venda da Nova Transportadora do Sudeste (NTS) ao consórcio liderado pelo fundo canadense Brookfield. Por outro lado, Vale ON (-2,63%) e Vale PNA (-1,49%) limitaram o movimento, ao seguir a queda do minério de ferro.

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