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Bovespa e dólar recuam com mau humor no exterior

Principal índice de ações do mercado brasileiro caiu 0,38% enquanto a moeda fechou a R$ 3,90; investidor mantém cautela antes de decisão sobre juros nos EUA

Paula Dias, O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2015 | 19h14

O mau humor dos investidores internacionais foi determinante para a queda de 0,35% da Bovespa nesta terça-feira, 27, a terceira consecutiva. O Índice Bovespa terminou o dia aos 47.042,94 pontos, acumulando perda de 1,40% em três dias. O volume financeiro total na Bolsa brasileira foi de R$ 5,868 bilhões. No mercado de câmbio, o dólar à vista cedeu 0,35%, aos R$ 3,9037.

As ações chegaram a ensaiar uma alta pela manhã, quando o Índice Bovespa atingiu a máxima de 47.338 pontos (+0,27%), mas não tiveram fôlego diante do desempenho negativo das bolsas na Europa e nos Estados Unidos. Lá fora, os investidores operaram com cautela diante da proximidade da decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) sobre os juros básicos da economia, mas repercutiram negativamente a queda dos preços do petróleo e alguns resultados corporativos aquém do esperado.

No ambiente doméstico, o destaque foi a divulgação da revisão da meta fiscal de 2015 que passou de superávit de 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB) para um déficit de aproximadamente 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Isso significa um rombo nas contas públicas de R$ 51,8% bilhões, excluídas as chamadas pedaladas fiscais. O número não fugiu às estimativas do mercado e teve ainda como anteparo um relatório divulgado mais cedo pela Moody's afirmando que o dado não era surpresa para a agência.

O relatório da Moody's foi interpretado como um sinal de que o risco de um rebaixamento do rating brasileiro por conta da revisão da meta de 2015 está afastado. Com isso, o impacto da notícia sobre as ações foi marginal.

Entre as ações que compõem a carteira teórica do Índice Bovespa, as da Petrobrás exerceram forte pressão de baixa sobre o principal índice de ações do mercado brasileiro. Os papéis refletiram a queda dos preços do petróleo no mercado internacional, diante da redução da demanda mundial pela commodity, num sinal de desaceleração econômica. Ao final dos negócios, as ações ON (com direito a voto) da petroleira tiveram queda de 3,85% e as PN (com prioridade no recebimento de dividendos), de 3,18%. As ações da Vale também recuaram significativamente, seguindo a queda dos preços das commodities. Vale ON e PNA fecharam em baixa de 4,65% e 2,58%, respectivamente.

No mercado de câmbio, o dólar oscilou influenciado por fatores internos e externos e enfrentou volatilidade, em meio à liquidez reduzida. Apesar da tendência predominante de alta da moeda americana frente a outras divisas, a cotação frente ao real recuou 0,38%, aos R$ 3,9037, reagindo a fluxos pontuais, à expectativa de manutenção dos juros nos EUA e ao relatório da Moody's sobre o Brasil, que reduziu o temor de perda do grau de investimento do País, pelo menos neste ano.

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