Bovespa embala no tom positivo de Nova York

A Bovespa começou o dia em baixa, mas melhorou o humor após a abertura em alta das bolsas de Nova York, e as ações dos bancos também passaram a registrar ganhos. O mercado digere agora a nota de crédito do Banco Central. Entre outros números, o BC informou que o juro médio no crédito livre ficou em 32,0% em junho, de 32,0% em maio. A inadimplência média no crédito livre ficou em 4,8% em junho, de 5,0% em maio e o estoque de crédito cresceu 0,9% em junho ante maio, para R$ 2,830 trilhões.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agência Estado

29 de julho de 2014 | 10h57

Nos EUA, o dado de moradia revelado mais cedo veio abaixo das previsões, mas não chegou a mexer com os negócios. A expectativa dos investidores está na bateria de dados que saem a partir de quarta-feira, 30, e também na decisão de política monetária do Federal Reserve, cujo primeiro de dois dias de encontro é nesta terça-feira, hoje. Ainda hoje, sai nos EUA o índice de confiança do consumidor do Conference Board de julho (11h00).

Perto das 10h40, o Ibovespa subia 0,26%, aos 57.847,70 pontos. As ações da Petrobras caíam 0,40% (PN) e 0,63% (ON), as do Itaú Unibanco ON viraram e subiam 1,46% e as do Bradesco PN passaram a ganhar 1,60%. Os papéis da Vale subiam 0,89% (PNA) e 1,16% (ON), diante das perspectivas de melhora da economia chinesa, e estavam entre as maiores alta do Ibovespa.

Em Nova York, o Dow Jones subia 0,15%, o Nasdaq tinha alta de 0,20% e o S&P 500 tinha alta de 0,05%.

O índice de preços das moradias nas 20 maiores cidades dos EUA subiu 9,3% em maio ante igual mês do ano passado, segundo cálculos da S&P/Case-Shiller, abaixo da previsão de analistas de alta de 9,9%. O índice de preços das moradias das 10 maiores cidades do país avançou 9,4% na mesma comparação.

Na Europa, Londres subia 0,50%, Paris tinha alta de 0,66% e Frankfurt avançava 0,61%.

Na contramão, a Bolsa de Lisboa caía 0,95% e as ações do BES perdiam 7,60%, antes de o banco divulgar as contas do semestre, cujas previsões no mercado são de que prejuízo que pode chegar à casa dos bilhões, e apesar do comunicado do Banco de Portugal de segunda-feira, 28, à noite, garantindo a solidez financeira do banco.

Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas divulgou que o Índice de Confiança da Indústria registrou o sétimo recuo mensal consecutivo e caiu ao menor nível desde abril de 2009. A retração, na margem, foi de 3,2%, para 84,4 pontos.

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