Bovespa encerra com ganho de 1,06%, apesar de NY

A Bovespa foi hoje levada à máxima pelas Bolsas de Nova York, mas soube quando parar de sofrer influência e começar a operar descolada do mercado externo. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 1,06%, em 37.847 pontos O relatório norte-americano de emprego, mais fraco do que o esperado (criação de 113 mil vagas em julho, contra estimativa de 150 mil), confirmou o que o mercado já vinha tentando antecipar nos últimos dois pregões, de que o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) deverá fazer uma parada na trajetória de alta do juro na reunião da próxima terça-feira. Com isso, a Bovespa ganhou mais impulso e chegou a subir 1,93%. Operou por todo o pregão no terreno positivo, registrando a mínima em +0,03%. Além disso, foi sustentada por um volume financeiro forte, de R$ 2,13 bilhões. Contudo, quando os investidores fizeram uma segunda leitura do relatório, passaram a temer o desaquecimento econômico dos EUA em meio a um cenário de inflação. Isso fez com que as Bolsas de NY perdessem fôlego e encerrassem em queda: o índice Dow Jones recuou 0,01% e o Nasdaq, 0,35%. A Bovespa, porém, foi segurada pelos papéis do setor bancário, que, segundo operadores, subiram diante da expectativa de um forte resultado do Bradesco no balanço do segundo trimestre, que será divulgado na segunda-feira. A ação preferencial do Itaú subiu 3,01% e a do Bradesco, 2,42%.

Agencia Estado,

04 de agosto de 2006 | 17h28

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