Bovespa encerra com perda de 1,28%, ainda volátil

Depois de ter vivido na segunda e na terça-feira os dois lados da volatilidade - baixa de 2,81% e alta de 4,95%, respectivamente -, a Bolsa de Valores de São Paulo tentou operar "de lado" hoje, seguindo o ritmo do mercado internacional, onde as principais bolsas mostraram indefinição. No fim do dia, porém, a piora em Nova York provocou perdas de mais de 1% na Bolsa paulista O Ibovespa, principal índice, fechou em baixa de 1,28%, aos 42.667 pontos. Na mínima pontuação do dia, o Ibovespa recuou 1,29%. Na máxima, subiu 0,41%. O volume negociado totalizou R$ 3,35 bilhões. Os analistas não arriscam prever o fim da fase de volatilidade: durante a maior parte do pregão de hoje os investidores tentaram manter os preços dos ativos estáveis, após uma semana de perdas majestosas, mas o movimento não se manteve no encerramento dos negócios. O comportamento desafinado das bolsas asiáticas foi citado pela manhã por analistas brasileiros como exemplo da falta de clareza nos mercados. A Bolsa de Xangai subiu pelo segundo dia consecutivo, fechando em alta de 2%, enquanto em Tóquio o índice Nikkei caiu 0,5%. Nos EUA, as bolsas passaram o dia oscilando entre o campo positivo e o negativo, em parte por causa da expectativa com a divulgação, que aconteceu esta tarde, do Livro Bege, considerado a Bíblia do banco central norte-americano. Nos minutos finais do pregão, o índice Dow Jones, que vinha operando em leve alta, inverteu o sinal e passou ao território negativo. O Dow Jones fechou em baixa de 0,12% e o Nasdaq, da Bolsa eletrônica, cedeu 0,44%. O Livro Bege afirmou que o crescimento econômico dos EUA continuou num ritmo "modesto" em muitas partes do país até final de fevereiro, enquanto a pressão inflacionária mudou pouco. O documento fez com que as Bolsas de Nova York registrassem uma piora no desempenho. Em relação à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa básica de juros (Selic), que será anunciada hoje à noite, o efeito na Bovespa tende a ser nulo, a menos que traga alguma surpresa. A aposta consensual dos analistas é de um corte de 0,25 ponto porcentual no juro, baixando a Selic para 12,75% ao ano.

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