Bovespa ensaia alta na abertura

Após encerrar a última sexta-feira com o melhor desempenho semanal do ano, a Bovespa inicia a segunda-feira com um novo desafio, o de zerar as perdas acumuladas no mês. Porém, o comportamento vacilante dos mercados internacionais e a ausência de um vetor para os negócios com risco devem embutir oscilações tênues entre os ativos. A safra doméstica de balanços também tende a aguçar o pregão, com destaque para os números financeiros do Bradesco. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,29%, aos 47.537,46 pontos.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

22 de julho de 2013 | 10h13

Na semana passada, a Bolsa brasileira subiu 4,10%, reduzindo a desvalorização em julho para apenas 0,12%. Profissionais consultados pelo Broadcast observam, contudo, que o volume financeiro está minguando, à medida que os investidores estrangeiros ajustam a posição vendida no mercado futuro e o saldo positivo de capital externo no mercado à vista. "Na alta, o giro não acompanha, o que mostra pouco interesse por um posicionamento de longo prazo", comenta um operador.

Dados da BM&FBovespa atualizados até a sexta-feira passada (dia 19) mostram os "gringos" estão vendidos em Ibovespa futuro com 72.458 contratos em aberto, o equivalente a R$ 3,442 bilhões considerando-se a pontuação de fechamento do contrato referente ao mês de agosto na mesma data. Já entre as ações, a Bolsa acumulava superávit de pouco mais de R$ 4 bilhões em 2013 até a quarta-feira passada (dia 17).

Com isso, os investidores monitoram o noticiário econômico do dia para tentar definir uma direção do mercado acionário doméstico. Internamente, merece destaque o lucro líquido contábil do Bradesco no segundo trimestre de 2013, de R$ 2,949 bilhões, em linha com a expectativa média de analistas consultados pelo Broadcast e 4,1% maior que o verificado há um ano. Logo mais, às 11 horas, o banco faz teleconferência.

Já no exterior, o calendário de indicadores e balanços nos Estados Unidos dividem a atenção, com os números trimestrais de Halliburton, McDonald''s e Amazon.com, ao longo do dia. Há pouco, foi informado que o índice de atividade nacional da unidade de Chicago do Federal Reserve subiu a -0,13 em junho, de -0,29 em maio, permanecendo, portanto, no terreno negativo pelo quarto mês seguido. Logo mais, às 11 horas, saem as vendas de moradias usadas no mês passado no país.

Por volta das 9h40, em Wall Street, o futuro do S&P 500 subia 0,01%. Já na Europa, a Bolsa de Lisboa se destoava dos demais mercados acionários da região, após o alívio com o fim do impasse político em Portugal, que evitou a convocação de eleições antecipadas no país. Ainda no mesmo horário, o índice português PSI20 ganhava 1,95%, aos passo que a Bolsa de Frankfurt oscilava em baixa de 0,05%.

De volta ao Brasil, os investidores aguardam, ainda para hoje, o anúncio de cortes do Orçamento. Os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miriam Belchior (Planejamento) deve anunciar um bloqueio próximo a R$ 10 bilhões nos gastos deste ano. Além disso, o governo deve reduzir a 3% a previsão de alta do PIB de 2013, acompanhada de uma diminuição na meta de superávit primário no ano para 1,8% do PIB, de 2,3% antes. Mas esses números ainda podem mudar e não há, por enquanto, previsão de horário para a divulgação.

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